Poeira ao vento

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 A VOZ DO INFINITO: 
 Através do universo visível, nosso espírito deve sentir a presença do universo invisível, sobre o qual estamos . Tudo o que vemos não passa de aparência: o real é o invisível, a força, a energia,  que tudo leva para o infinito e o eterno. 

Pouco importa que o corpo desagregue depois da morte. A alma permanece. Na noite profunda e silenciosa tudo se move impulsionado pelo sopro divino. Nessas horas de tranqüilo recolhimento, não ouvis a voz do infinito? 

Fonte: Antologia do Pensamento Mundial – Livraria e Editora Logos Ltda.

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Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo, e reflete, como a mina de rubis, os raios de sol para fora de ti. A viagem conduzirá o teu ser, transmutará teu pó em ouro puro.
Rumi

“Chegou a hora de transformar o seu coração
em um templo de fogo.
Sua essência é o ouro escondido na poeira.
Para revelar seu esplendor
você precisa queimar no fogo do amor.”

                                                                     
Deserto do Saara 
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POEIRA...





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Eu fecho meus olhos
Apenas por um momento
E o momento se foi
Todos os meus sonhos
Passaram diante dos meus olhos, uma curiosidade
Poeira ao vento
Tudo o que eles são é poeira no vento
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A mesma velha música
Apenas uma gota de água
Em um mar sem fim
Tudo o que fazemos
Desintegra no chão
Embora nós nos recusamos a ver
Poeira ao vento
Tudo o que somos é poeira ao vento, oh

Agora, não espere
Nada dura para sempre
Mas a terra e o céu
Ele fugirá
E todo o seu dinheiro
Não vai comprar outro minuto
Poeira ao vento
Tudo o que somos é poeira no vento 
Tudo o que somos é poeira no vento 
Poeira ao vento
Tudo é poeira no vento 
Tudo é poeira no vento
O vento


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   Viena antiga
  Baile na Prefeitura de Viena, com o prefeito Karl Lueger (1904).


A PARÁBOLA DO MUNDO: O mundo é como uma mesa posta para revezamento sucessivo de convidados que vêm e vão. Tem travessas de ouro e de prata, abundância de comida e perfumes. O convidado sábio come o suficiente para si, cheira os perfumes, agradece ao seu anfitrião e parte. O convidado tolo, por outro lado, tenta levar algumas travessas de ouro e prata, só para vê-las serem arrancadas de suas mãos e ele mesmo ser empurrado, desapontado e desonrado.  
Suponha que um navio chega a uma ilha muito arborizada. O capitão do navio diz aos passageiros que permanecerá algumas horas lá e que eles podem desembarcar por pouco tempo, e os avisa para não se demorarem demais. Em conformidade, os passageiros desembarcam e passeiam em direções diferentes. Os mais sábios, entretanto voltam depois de pouco tempo e, encontrando o navio vazio, escolhem os lugares mais confortáveis. Um segundo grupo de passageiros passa mais tempo na ilha admirando a folhagem das árvores e ouvindo o canto dos pássaros. Embarcando, eles encontram os melhores lugares do navio já ocupados, e têm que se contentar com os menos confortáveis. Uma terceira turma perambula mais adiante e, encontrando algumas pedras brilhantes e coloridas, carrega-as de volta ao navio. O atraso em embarcar os obriga a alojarem-se nas partes baixas do navio, onde percebem que a sua carga de pedras, que a esta altura perdera todo o seu brilho, os atrapalha muito. O último grupo vai tão longe em suas perambulações que fica fora do alcance da voz do capitão chamando-os a bordo, o qual por fim tem que zarpar sem ele. Eles perambulam numa situação irremediável e finalmente ou morrem de fome ou são presas de animais selvagens.   
O primeiro grupo representa os fiéis que se mantém completamente afastados do mundo, e o último grupo, os infiéis que só se importam com este mundo e nada com o próximo. Os dois grupos intermediários são aqueles que preservam sua fé, porém se envolvem, mais ou menos, com as vaidades das coisas presentes.  Fonte: Livro: A Alquimia da Felicidade – Editora Fissus  AL-GHAZALI (Abu Hamid Muhammad Ibn Muhammad Al-Ghazali)   Téologo, jurista e filósofo persa, 1058-1111
O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo.
                                                                                            







  


Poemas Místicos
Jalal al-Din Husain Rumi


Vêm
Te direi em segredo
aonde leva esta dança
Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteadas.

Cada átomo
Feliz ou Miserável,
Gira apaixonado 
Em torno do sol.

Ninguém fala para si mesmo em voz alta
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.

Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo

Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.

Primeiro, foste mineral,
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser segredo para ti?

Finalmente, foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé
Contempla teu corpo - um punhado de pó

Vê quão perfeito se tornou! 
Quando tiverdes cumprido tua jornada
decerto hás de regressar como anjo,
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.
Não durmas,
senta com teus pares.

A escuridão oculta a água da vida,
Não te apresses, vasculha o escuro.
Os viajantes noturnos estão plenos de luz
Não te afastes pois da companhia de teus pares. 


Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo,
e reflete, como a mina de rubis,
os raios de sol para fora de ti.


A viagem conduzirá o teu ser,
transmutará teu pó em ouro puro.

Deserto do Saara no Maciço de Tadrart Acacus, na Líbia.



Poeira leve, a vibrar as moléculas: poeira
Que um pobre sonhador, à luz da Arte, risonho,
Busca fazer faiscar: pó, que se ergue à carreira
Do Mazepa do Amor pela estepe do Sonho.


Para ver-te subir, voar da crosta rasteira
Da terra, a trabalhar, todas as forças ponho:
E a seguir teu destino, enlevada, a alma inteira
O teu ciclo fará, seja suave ou tristonho.


Não irás, com certeza, alto ou distante. O insano
Pó não és que, a turvar o céu claro da Itália,
Traz o vento, a bramir, do Deserto africano:


Que és o humílimo pó duma estrada sem povo,
Que, pisado uma vez, pelo ambiente se espalha,
Sente um raio de Sol, cai na terra de novo.

HUMBERTO DE CAMPOS

O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo.


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