Compaixão

Como educadores, temos um desejo genuíno de contribuir para uma sociedade mais feliz. No entanto, às vezes me pergunto como podemos manter esta intenção viva e torná-la uma realidade.Você se lembra de uma carta escrita por um sobrevivente do Holocausto? Ele disse: “Meus olhos viram o que nenhuma pessoa deve testemunhar: câmaras de gás construídas por engenheiros formados, crianças envenenadas por médicos instruídos, bebês mortos por enfermeiras treinadas, mulheres e bebês assassinados por graduados. Então, eu sou suspeito com relação à educação. Meu pedido é: ajude seus filhos a se tornarem humanos “.Vinciane Rycroft é educadora especializada em desenvolvimento sustentável.É co-fundadora do Mind with Heart e oferece workshops para adolescentes sobre atenção plena e compaixão.

DESPERTAR DA COMPAIXÃOCultivar o reconhecimento de que todas as criaturas vivas querem sentir-se plenas, seguras e felizes. Tudo o que você precisa fazer é lembrar-se de que tudo o que se passa na mente de outra pessoa é o mesmo que se passa na sua. Quando você se lembra disso, percebe que não há motivo para ter medo de qualquer pessoa ou qualquer coisa. Você só tem medo quando falha em reconhecer que qualquer coisa ou qualquer pessoa que você possa estar encarando é exatamente como você: uma criatura que só quer ser feliz e estar livre do sofrimento.

Em 1992, fui com um grupo de cientistas para os Himalaias para estudar os efeitos da meditação. Um dos tópicos da investigação era a compaixão. Perguntamos a um velho monge tibetano, mestre de vários outros iogues que viviam nas montanhas, sobre a relação entre sofrimento e compaixão. Na tradição budista se diz que um bodisatva, pessoa constantemente motivada a ajudar os seres sencientes a atingir o despertar espiritual, olha para todos os seres como uma mãe olha para seus filhos. Quando uma criança se machuca, a mãe sente compaixão e sofre. Uma vez que a finalidade do Darma é aliviar o sofrimento, os neurocientistas então perguntaram ao iogue sobre qual é a relação entre sofrimento e compaixão.
O velho monge explicou: “O sofrimento empático vem antes da compaixão.” O primeiro estágio da compaixão é a empatia. Com empatia, há sofrimento. Mas o sofrimento que se sente com a empatia se torna combustível para o fogo da compaixão. A empatia combinada ao que os tibetanos chamam de sem-shuk, ou “poder do coração”, acende a compaixão. O poder da compaixão está além do sofrimento pessoal e está focado em soluções, no quê pode ser feito. O velho iogue explicou aos neurocientistas que quando a compaixão surge, o sofrimento é transcendido e a atenção se volta a como ser útil. O sofrimento é o combustível da compaixão, não o seu resultado.
o livro 

COMPAIXÃO: A SOBREVIVÊNCIA DO MAIS GENTIL

IMAGINE PASSAR SUA VIDA INTEIRA em um pequeno quarto com apenas uma janela fechada e tão suja que mal deixe passar a luz. Você provavelmente acharia que o mundo é um lugar bastante obscuro e sombrio, repleto de criaturas de formas estranhas que lançam sombras aterrorizantes no vidro sujo quando passam pelo seu quarto. Mas imagine que um dia você derrame um pouco de água na janela, ou um pouco de chuva escorra pelo vidro depois de uma tempestade e use um trapo ou a manga de sua camisa para enxugar a água. Ao fazer isso, parte da sujeira acumulada no vidro é limpa. Subitamente, um pequeno feixe de luz atravessa o vidro. Curioso, você pode limpar um pouco mais e, à medida que mais sujeira é limpa, mais luz entra no quarto. “Talvez”, você pensa, “o mundo não seja tão escuro e assustador. Talvez seja o vidro”.



Você vai até a pia e pega mais água (e talvez mais alguns trapos) e esfrega até que toda a superfície da janela fique livre da sujeira. A luz entra em todo o seu resplendor e você percebe, talvez pela primeira vez, que todas aquelas sombras de formas estranhas que costumavam assustá-lo a cada vez que passavam eram pessoas — exatamente como você! E, das profundezas de sua consciência, surge o desejo instintivo de formar um vínculo social — sair para a rua e estar com essas pessoas.


Na verdade, você não mudou absolutamente nada. O mundo, a luz e as pessoas sempre estiveram lá. Você só não conseguia vê-los porque sua visão estava obscurecida. Mas agora você vê tudo, e que enorme diferença isso faz!
É isso que, na tradição budista, chamamos de despertar da compaixão, o despertar de uma capacidade inata de identificar-se com e compreender a experiência dos outros.

Em 1992, fui com um grupo de cientistas para os Himalaias para estudar os efeitos da meditação. Um dos tópicos da investigação era a compaixão. Perguntamos a um velho monge tibetano, mestre de vários outros iogues que viviam nas montanhas, sobre a relação entre sofrimento e compaixão. Na tradição budista se diz que um bodisatva, pessoa constantemente motivada a ajudar os seres sencientes a atingir o despertar espiritual, olha para todos os seres como uma mãe olha para seus filhos. Quando uma criança se machuca, a mãe sente compaixão e sofre. Uma vez que a finalidade do Darma é aliviar o sofrimento, os neurocientistas então perguntaram ao iogue sobre qual é a relação entre sofrimento e compaixão.

O velho monge explicou: “O sofrimento empático vem antes da compaixão.” O primeiro estágio da compaixão é a empatia. Com empatia, há sofrimento. Mas o sofrimento que se sente com a empatia se torna combustível para o fogo da compaixão. A empatia combinada ao que os tibetanos chamam de sem-shuk, ou “poder do coração”, acende a compaixão. O poder da compaixão está além do sofrimento pessoal e está focado em soluções, no quê pode ser feito. O velho iogue explicou aos neurocientistas que quando a compaixão surge, o sofrimento é transcendido e a atenção se volta a como ser útil. O sofrimento é o combustível da compaixão, não o seu resultado.

Em 1992, fui com um grupo de cientistas para os Himalaias para estudar os efeitos da meditação. Um dos tópicos da investigação era a compaixão. Perguntamos a um velho monge tibetano, mestre de vários outros iogues que viviam nas montanhas, sobre a relação entre sofrimento e compaixão. Na tradição budista se diz que um bodisatva, pessoa constantemente motivada a ajudar os seres sencientes a atingir o despertar espiritual, olha para todos os seres como uma mãe olha para seus filhos. Quando uma criança se machuca, a mãe sente compaixão e sofre. Uma vez que a finalidade do Darma é aliviar o sofrimento, os neurocientistas então perguntaram ao iogue sobre qual é a relação entre sofrimento e compaixão.


O velho monge explicou: “O sofrimento empático vem antes da compaixão.” O primeiro estágio da compaixão é a empatia. Com empatia, há sofrimento. Mas o sofrimento que se sente com a empatia se torna combustível para o fogo da compaixão. A empatia combinada ao que os tibetanos chamam de sem-shuk, ou “poder do coração”, acende a compaixão. O poder da compaixão está além do sofrimento pessoal e está focado em soluções, no quê pode ser feito. O velho iogue explicou aos neurocientistas que quando a compaixão surge, o sofrimento é transcendido e a atenção se volta a como ser útil. O sofrimento é o combustível da compaixão, não o seu resultado.

COMPAIXÃO: A SOBREVIVÊNCIA DO MAIS GENTILIMAGINE PASSAR SUA VIDA INTEIRA em um pequeno quarto com apenas uma janela fechada e tão suja que mal deixe passar a luz. Você provavelmente acharia que o mundo é um lugar bastante obscuro e sombrio, repleto de criaturas de formas estranhas que lançam sombras aterrorizantes no vidro sujo quando passam pelo seu quarto. Mas imagine que um dia você derrame um pouco de água na janela, ou um pouco de chuva escorra pelo vidro depois de uma tempestade e use um trapo ou a manga de sua camisa para enxugar a água. Ao fazer isso, parte da sujeira acumulada no vidro é limpa. Subitamente, um pequeno feixe de luz atravessa o vidro. Curioso, você pode limpar um pouco mais e, à medida que mais sujeira é limpa, mais luz entra no quarto. “Talvez”, você pensa, “o mundo não seja tão escuro e assustador. Talvez seja o vidro”.

Você vai até a pia e pega mais água (e talvez mais alguns trapos) e esfrega até que toda a superfície da janela fique livre da sujeira. A luz entra em todo o seu resplendor e você percebe, talvez pela primeira vez, que todas aquelas sombras de formas estranhas que costumavam assustá-lo a cada vez que passavam eram pessoas — exatamente como você! E, das profundezas de sua consciência, surge o desejo instintivo de formar um vínculo social — sair para a rua e estar com essas pessoas.
Na verdade, você não mudou absolutamente nada. O mundo, a luz e as pessoas sempre estiveram lá. Você só não conseguia vê-los porque sua visão estava obscurecida. Mas agora você vê tudo, e que enorme diferença isso faz!
É isso que, na tradição budista, chamamos de despertar da compaixão, o despertar de uma capacidade inata de identificar-se com e compreender a experiência dos outros.Em 1992, fui com um grupo de cientistas para os Himalaias para estudar os efeitos da meditação. Um dos tópicos da investigação era a compaixão. Perguntamos a um velho monge tibetano, mestre de vários outros iogues que viviam nas montanhas, sobre a relação entre sofrimento e compaixão. Na tradição budista se diz que um bodisatva, pessoa constantemente motivada a ajudar os seres sencientes a atingir o despertar espiritual, olha para todos os seres como uma mãe olha para seus filhos. Quando uma criança se machuca, a mãe sente compaixão e sofre. Uma vez que a finalidade do Darma é aliviar o sofrimento, os neurocientistas então perguntaram ao iogue sobre qual é a relação entre sofrimento e compaixão.O velho monge explicou: “O sofrimento empático vem antes da compaixão.” O primeiro estágio da compaixão é a empatia. Com empatia, há sofrimento. Mas o sofrimento que se sente com a empatia se torna combustível para o fogo da compaixão. A empatia combinada ao que os tibetanos chamam de sem-shuk, ou “poder do coração”, acende a compaixão. O poder da compaixão está além do sofrimento pessoal e está focado em soluções, no quê pode ser feito. O velho iogue explicou aos neurocientistas que quando a compaixão surge, o sofrimento é transcendido e a atenção se volta a como ser útil. O sofrimento é o combustível da compaixão, não o seu resultado.
livro “Budismo com atitude“       Alan Wallace

Trocando O PELOS OUTROS 'EU'

OU
Transformando-nos nos OUTROS

Pará sermos Felizes, TEMOS de desenvolver hum Genuíno Sentimento de amor Pelos OUTROS: TEMOS de serviços capazes de ama-los. Este Pensamento, Sentimento Este - o de amor Pelos Hook OUTROS - E um porta Que abre como Praticas mahayanistas. Todo Sofrimento Opaco experimentamos TEM UMA Causa: e ESTA Causa residem não egoísta Pensamento, nenhum Pensamento de se Preservar a si MESMO, de So Pensar los si MESMO, de Tirar Vantagem Para Si, proveito Para Si MESMO los Tudo e com Tudo. Ou SEJA, Só Pensar los si MESMO, o ritmo do todo. O Nosso verdadeiro Inimigo E ESSE Tipo de auto-centramento. Ou SEJA, o Pensamento Que Diz de sempre: "eu PODIA ter conseguido ISSO parágrafo MIM", "ISSO me Aconteceu", "fizeram ISSO Comigo", "? O Que HÁ de Errado Comigo", "? Por Que ISSO Só Acontece Comigo" ESSE É O Tipo de Pensamento Que gera uma infelicidade: o de apenas Pensar los si MESMO.
NAO SE TRATA de desprezar nsa-a SOE mesmos, julgando-SOE inferior: Muito AO contrario, devemos desenvolver UMA Imensa autoconfiança na Nossa capacity de IR EM socorro dos Outros, de serviços Deles uma Salvação EO amparo.
TEMOS de Realizar hum Treinamento Constante parágrafo reverter Nossa Tendência Atual e nn dedicarmos um Pensar Exclusivamente nn OUTROS, esquecendo-SOE de Nós mesmos. PODEMOS Comecar pelas Pequenas Coisas, Como anular nossas Reações de RESPOSTA como agressividades Do Outro Conosco para, QUANDO O Outro se Encontra soluço o Poder dominador das aflições Mentais. Em Vez de REAGIR, EM Vez de Gerar Ódio e negatividade, when atacados, devemos tentar anular-SOE Como PESSOAS, "vazios" tornar-SOE, Como Sujeito zero, de tal forma Opaco Localidade: Não haverá "alguem" ser ofendido ali parágrafo UO atacado , UO Localidade: Não haverá ninguem.
Isto É um Princípio parecerá Muito Difícil, Como Tudo Que da um Princípio aprendemos, mas DEPOIS Podera nn Parecer familiar. PODEMOS ATÉ Sentir Ódio, o MAS NAO demonstramos, mas anulamos imediatamente Este Ódio-RESPOSTA, de Forma Que da EAo Pouco em Vamos nsa tornando Mestres de Nós mesmos e de nossas Reações. De Todos os nossos Problemas derivam de nós nós prezarmos Demais, de pensarmos Muito los NOS mesmos, de estimarmo nos-Demais um NOS mesmos. Alimentamos Este Pensamento HÁ ritmo Muito, Ha muitas VIDAS, Que É O Pensamento instintivo de Preservação.
De Todos os Budas praticaram Este Treinamento de trocar o "eu" Pelos OUTROS. De Todos os Bodisattvas also realizaram ISSO. ELES continuam Fazendo ISTO: o Cuidado parágrafos COM OUTROS OS. Incontáveis ​​VIDAS o Bodisattva praticou ASSIM, os antes de se tornar hum Buda. E E Muito Importante ver e entusiasmar-se com OS Exemplos dos Grandes Mestres Que praticaram Antes de Nós: ou SEJA, Nao se importar com o Opaco Acontece UO acontecerá Conosco mesmos, e sim com OS Demais. Localidade: Não se dar valor ... e Muito AO MESMO ritmo se considerar com a Responsabilidade universal de assegurar o Bem-Estar do Mundo. Este Pensamento nn transformação num deus, nos transformará num Buda.
Só DEPOIS de aumentarmos e fortalecermos O Pensamento de Preocupação COM OS To Us Link e despreocupação Conosco MESMO E Que da começamos um nsa trocarte Pelos Hook OUTROS. Por Exemplo, Se dermos Toda A Nossa COMIDA parágrafos OUTROS OS, SEM nn importarmos Conosco MESMO.  Devemos Comecar pelas Coisas Mais Simples, Como ceder uma Vez n'uma fila, UO dar o Seu Lugar no Ônibus. Devemos Aprender a nsa dedicar EAo To Us Link nsa minimos Gestos, Por Exemplo, distribuindo Sorriso e Afeto genuino. Mesmos OS animais sentem when nn aproximamos Deles com Afeto, Com Amor, com alegria de ve-lo, de Encontra-lo.
E Pela Análise, E Pela Observação racional e minuciosa Que da PODEMOS nn convencer das imensas Vantagens Que afinal colhemos Pela Prática de anularmos nossos OS Interesses e dedicarmo-SOE AO ​​Genuíno de amor e verdadeiro EAo Demais. São imensos OS frutos, espirituais e materiais.
O egoísmo, tentando engrandecer o "eu", contraditoriamente e O Inimigo principais fazer "eu". QUEM SE Sente assim, quem de si Sente ISOLADO, E devido AO egoísmo Que se Sente portanto E ISOLADO. QUEM se dedica AOS DEMAIS, QUEM SE Dá EAo Demais, muitos dez amigos, Atrai muitos amigos. A Bondade E algoritmo Opaco si irradia e atinge OUTROS OS, E E Algo Que da Faz Bem EAo OUTROS, OS OUTROS Que da sentem.
E POR ESTA Prática Que se comeca a desenvolver uma Chamada bodhicitta, UO Mente de Iluminação. A bodhicitta E o Desejo de atingir o Estado de Buda Pelo Bem de Todos os Seres. A bodhicitta e Amor e Compaixão. Amor se definir Pelo Desejo de Opaco O Outro SEJA feliz. Compaixão se definir Pelo Desejo de Opaco O Outro se liberte fazer Sofrimento.
Algumas PESSOAS TEM valor Muito, Muito sabre, mas Localidade: Não São reconhecidas o Porque Localidade: Não desenvolveram a bodhicitta. O Porque São egoístas. E Como São egoístas, negatividades acumulam, Geram negatividades e atraem negatividades Para Si. Como PESSOAS egoístas nao tem muitos amigos. Ao contrario, o Inimigos TEM. ASSIM, o egoísta Localidade: Não consegue Ajuda e socorro when Precisa, when encontram Problemas.
A Nossa Sociedade moderna se Fundamenta não contrario se Baseia nenhum egoísmo, sem narcisismo. Por ISSO HÁ Muito Sofrimento. O egoísmo Ódio gera, o Ódio e A Raiz da guerra. Ao contrario, o A Nossa Mente desen voltar-se par a maioria, parágrafo fóruns. Pensar na maioria nn FAZ Crescer, Como Heróis. Por ISSO OS bodisattvas São conhecidos Como Heróis.
Pensar No Mundo, na Humanidade, Ilusões SEM, SEM fantasia, mas começando Pelos Mais proximos - Isto É nn FAZ Crescer, AUMENTA A Nossa capacity de amar e de Nós libertar um NOS mesmos e EAo OUTROS.
POR ISSO devemos concentrar nn los Pensar constantemente nn OUTROS e Localidade: Não há Nosso egoístico eu. Um dos Modos de Treinamento E o esforço POR desenvolver a equanimidade. Com equanimidade NÓS Localidade: Não fazemos Diferença Entre eu e voce, Entre Amigos e Inimigos, Entre Familiares e Estranhos. ASSIM vemos Opaco Todos, Como nsa, querem a Felicidade. E Como also NÓS OS OUTROS buscam ISSO de Diferentes Maneiras. Nós. also desenvolvemos um Troca fazer eu Pelos OUTROS Pelo Raciocínio. Como NOS, OS OUTROS also Localidade: Não querem o Sofrimento, mas querem a Felicidade.
E QUANDO pensamos Muito Pouco los NOS mesmos, OUTROS EO ritmo TODO nn, Que desenvolvemos um Troca Pelos Hook OUTROS, O trocarte se-Pelos Hook OUTROS.
O forte Pensamento, O Forte Sentimento de benefi OUTROS OS, de Opaco OS OUTROS estejam Bem, é Isso Que se Chama trocarte um Pelos OUTROS si. E Fazer sugir ESSE Tipo De Mente búdica, De Mente de bodhicitta. Se O Nosso Trabalho, se a Nossa Mente para Toda Dirigida Para O Benefício dos Outros NOS seremos OS principais benfeitores de Nós mesmos e dos Outros. Nós. seremos incluidos.
Que da plantamos, colhemos Aquilo. QUANDO OUTROS plantamos parágrafo OS, uma Riqueza VEM abundante, automáticamente.
Então pensamos QUANDO nisto, Minuto a Minuto, nsa nsa trocamos Pelos Hook OUTROS. E ESSE Treinamento da Mente a Prática Mais sagrada. QUANDO ESSA dominamos Técnica conseguimos Gerar espontanea Compaixão, de amor espontâneo.
A Partir Dai passamos a dar um Nossa Felicidade, e assumir O Sofrimento dos Outros. A Compaixão E o insuportável Sentimento de dor Pelo Sofrimento Do Outro. De Os Budhas São Feitos da Matéria da Compaixão. Lentamente progredimos da Pequena parágrafo um grande Compaixão. Praticando diariamente.
Como O Nosso Tempo e da era degenerada, a Só Investe Nesta Prática OS Heróis, OU SEJA, TEMOS de ter Coragem e Constância. O esforço E necessario par atingir uma Experiência. Fazemos uma Promessa seguinte: "Eu tomo uma Responsabilidade de liberar a Todos sos Seres fazer Sofrimento"
Anotações de UMA palestra de Geshe Lobsang Tenpa Uma Visão da doutrina Budista atraves dos Textos 
Este E hum Trabalho de Seleção e Ordenação de Textos de Vários Autores e mestres budistas POR 
Karma Tenpa Darghye.

A Imagem DivinaCompaixão,

Pena, Paz & Amor,Todos lhes rezam no seu sofrimento;E a estas virtudes de tanto fulgorEntregam o seu agradecimento.
Compaixão, Pena, Paz & AmorÉ Deus, nosso pai adorado,Compaixão, Pena, Paz & AmorÉ o Homem, seu filho amado.
Tem Compaixão humano coração,E tem a Pena uma face humana,Amor, a forma divina de eleiçãoE a Paz, o traje que irmana.
Todo o homem, em todo o clima,Que, com dor, reza como é capaz,Reza à forma humana divina,Amor, Compaixão, Pena & Paz.
A humana forma amar é um dever,Para os ateus, os turcos, os judeus;Compaixão, Amor & Pena, haja onde houver,Também é lá que encontrareis Deus.
William Blake, in "Canções da Inocência"Tradução de Hélio Osvaldo Alves



"Angelina Jolie, abraçando um garoto africano de sete anos de idade, traumatizado pelos tantos conflitos tribais que já presenciou. O menino é excessivamente agitado, motivo pelo qual a família o mantém amarrado o tempo todo. Durante a visita, Angelina o tratou com carinho e o abraçou. O menino aquietou-se." 
Quando o ser humano começa a ter autonomia sobre si próprio, e  leva uma vida longe de Deus, imagina que frequentar uma igreja já é o bastante...
não ter compaixão pelo próximo imagina que está sempre acima do bem e do mal,
E quando está no seu leito de morte, não pode mais pedir perdão pela vida tortuosa que levou, acaba sendo disputado assim mesmo pelo bem e pelo mal.
por isso, devemos sempre estender a mão, mesmo que seja apenas uma palavra de incentivo...nunca perca sua fé!
lembre se o dinheiro compra tudo menos sua paz!!!

 MIRIAN DIAS

Direiro ao Delírio - Eduardo Galeano


Direiro ao Delírio - Eduardo Galeano


“Ainda que não possamos adivinhar o futuro, sim, temos ao menos o direito de imaginar como queremos que seja. Em 1948 e em 1976, as Nações Unidas proclamaram extensas listas de direitos humanos; mas a imensa maioria da humanidade não tem mais do que o direito de ver, ouvir e calar. 
Que tal se começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar? 
Que tal se delirarmos, um pouquinho? 
Vamos a fixar os olhos mais além da infâmia, para adivinhar outro mundo possível.

- O ar das ruas limpo de todo o veneno que não venha dos medos e das paixões humanas;

- Os carros sendo esmagados pelos cães;

- As pessoas não mais dirigidas pelos carros, nem programadas pelo computador, nem compradas por supermercados, nem também assistidas pela TV;

- A TV deixará de ser o membro mais importante da família e será tratada como um ferro de passar ou máquina de lavar roupa;

- Será incorporado aos códigos penais o crime de estupidez para aqueles que cometem: viver para ter ou para ganhar ao invés de viver para viver simplesmente, assim como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca;

- Os historiadores não mais acreditarão que os países gostam de ser invadidos;

- Os políticos que os pobres adoram comer promessas;

- Ninguém viverá para trabalhar, mas todos trabalharão para viver;

- Os economistas não chamarão mais o nível de vida de nível de consumo e nem chamarão de qualidade de vida a quantidade de coisas acumuladas;

- Os cozinheiros não mais acreditarão que as lagostas amam ser fervidas vivas;

- A morte e o dinheiro perderão seus poderes mágicos e nem por falecimento e nem por fortuna um canalha se tornará um virtuoso cavalheiro;

- Ninguém levará a sério alguém que não seja capaz de tirar sarro de si mesmo;

- O mundo não estará em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza e a indústria militar não terá escolha a não ser declarar falência;

- Nenhum país irá prender os rapazes que se recusarem a cumprir o serviço militar, mas aqueles que quiserem podem servi-lo;

- A comida não será uma mercadoria nem a comunicação um negócio porque a comida e a comunicação são direitos humanos;
- Ninguém morrerá de fome;

- As crianças de rua não serão mais tratadas como lixo, porque não haverá mais crianças de rua, as crianças ricas não serão tratadas como se fossem dinheiro, porque não haverá mais crianças ricas;

- A educação não será privilégio daqueles que podem pagá-la;

- A polícia não será a maldição de quem não possa comprá-la;

- A justiça e a liberdade, irmãs siamesas condenadas a viver separadas, serão novamente juntas de volta, bem grudadinhas, costas com costas;

- Na Argentina, as “Loucas de la Plaza de Mayo” serão um exemplo de saúde mental porque elas se negaram a esquecer nos tempos de amnésia obrigatória;

- A Santa Madre Igreja corrigirá algumas erratas das tábuas de Moisés, e o sexto mandamento mandará festejar o corpo, a igreja também ditará outro mandamento que Deus havia esquecido: “amaras a natureza da qual fazes parte”;

- Serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma;

- Os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados, porque eles se desesperaram de tanto esperar e se perderam de tanto procurar;

- Seremos compatriotas e contemporâneos de todos os tenham vontade de beleza e vontade de justiça, tenham nascido onde tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido, sem se importarem nem um pouquinho com as fronteiras do mapa e ou do tempo,

- Seremos imperfeitos porque a perfeição continuará sendo um chato privilégio dos Deuses;

- Neste mundo trapalhão, seremos capazes de viver cada dia como se fosse o primeiro e cada noite como se fosse a última.”
*
Eduardo Galeano
*
A UTOPIA é como o horizonte.
Nós o vemos ao longe,
nunca o alcançaremos,
mas serve para que
continuemos a caminhar. 
(Fernando Berri)
*

Amit Goswami

Amit Goswami, 
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 Amit Goswami, considerado um importante cientista da atualidade, ele tem instigado os meios acadêmicos com sua busca de uma ponte entre a ciência e a espiritualidade. Ele vive nos EUA, é PhD em física quântica e professor titular da Universidade de Física de Oregon. Há mais de 15 anos está envolvido em estudos que buscam construir o ponto de união entre a física quântica e a espiritualidade. Já foi rotulado de místico pela comunidade científica, e acalmou os críticos através de várias publicações técnicas a respeito de suas idéias. Em seu livro "O Universo Auto-Consciente" ele procura demonstrar que o universo é matematicamente inconsistente, sem a existência de um conjunto superior, no caso Deus. E diz que se esses estudos se desenvolverem, logo no início do terceiro milênio, Deus será objeto da ciência e não mais da religião.

Roda Viva - TV Cultura






O físico quântico indiano Amit Goswami é referência mundial sobre a conciliação entre a "Ciência Dura", mais especificamente a Física Quântica, e a espiritualidade. A nova ciência que ele propõe, segundo o próprio, está ajudando a Psicologia a se desenvolver ao contribuir para a validação de conceitos usados internamente pela disciplina e que não têm lastro científico.



"Na Psicologia está uma das maiores aplicações dessa nova ciência", disse, em entrevista à Psique Ciência & Vida. "Pudemos desde o começo explicar a distinção entre consciência e inconsciência e isso deu um impulso para a Psicanálise, para as teorias de Jung, para a Psicologia de forma geral, e definitivamente para a Psicologia Ttranspessoal", explicou.



Na visão dele, que se tornou mundialmente conhecido ao participar e expor suas ideias no filme Quem Somos Nós?, de 2005, o Brasil é importante para o desenvolvimento do seu trabalho porque no País as emoções ainda são valorizadas, diferente de muitos países ocidentais, em que a racionalidade é superstimada e menospreza, tais quais as experiências pessoais e profundas como a intuição. Ssegundo Amit, o não reconhecimento da emoção é barreira, por exemplo, para se lidar com as emoções negativas.



"A economia montada no Ocidente, especialmente nos EUA, é um exemplo de como emoções negativas podem ser dispensáveis, como a ganância. Dessa maneira, fica claro que superestimar a racionalidade é um erro".



Formado em Física Quântica pela Universidade de Calcutá, Índia, Amit é professor emérito do Departamento de Física da Universidade de Oregon, EUA. No Brasil já publicou os seguintes livros pela editora Aleph: A Física da Alma, O universo Autoconsciente, Criatividade Quântica, Deus Não está morto, Evolução criativa das espécies, M édico Quântico e a Janela visionária. O físico esteve recentemente no Brasil divulgando mais um trabalho, O Ativista Quântico, em que ele volta a se apoiar em princípios desse ramo da Física para apontar o potencial da consciência e mostra como essa nova perspectiva pode influenciar a mudança de valores da sociedade e ajudar as pessoas a viverem melhor.


Marcelo Galli


Luz nas trevas da idade média - Hildegarda Von Bingen

  LUZ NAS TREVAS DA IDADE MEDIA


*a visionária Hildegard de Bingen (c.1098-1179) sim: antecipando Leonardo da Vinci em quatro séculos, para a monja, o homem ocupava – e legitimamente – o centro do mundo, no centro de uma série de círculos maravilhosos...

 Hildegard de Bingen (A consciência inspirada do século XII), de Régine Pernoud,  uma viagem no tempo, às trevas da Idade Média, período das cruzadas.
O viridissima virgaOh verdíssima rama (tradução livre)
O viridissima virga, ave
que in ventoso flabro sciscitationis
sanctorum prodisti.
Cum venit tempus
quod tu floruisti in ramis tuis,
ave, ave fuit tibi
quia calor solis in te sudavit
sicut odor balsami.
Nam in te floruit pulcher flos
qui odorem dedit omnibus
aromatibus que arida erant.
Et illa apparuerunt omnia
in viriditate plena.
Unde celi dederunt rorem
super gramen
et omnis terra leta facta est,
quoniam viscera ipsius
frumentum protulerunt
et quoniam volucres celi
nidos in ipsa habuerunt.
Deinde facta est esca hominibus
et gaudium magnum epulantium.
Unde, o suavis Virgo,
in te non deficit ullum gaudium.
Hec omnia Eva contempsit.
Nunc autem laus sit Altissimo.[90]
Oh verdíssima rama, salve!
tu que surgiste no sopro
do mistério sagrado.
Era o tempo chegado
de em teus próprios galhos floresceres,
sejas, assim, louvada!,
pois o sol em ti transuda, ardente,
um bálsamo cheiroso.
Deveras em ti abriu rara flor,
que para todos, áridos antes,
deu seu perfume.
E então tudo apareceu
em sua verdura plena.
E o céu derramou seu orvalho
sobre a relva
e toda terra exultou,
pois de seu ventre
brotaram os grãos,
e as aves do céu
nela fizeram seus ninhos.
Assim foi criado o alimento do homem
e a riqueza feliz dos banquetes.
Virgem suave, oh, em ti
nunca míngua a alegria.
Eva uma vez lamentou tudo isso,
mas agora, seja louvado o Altíssimo.
Estou extasiada com a maravilhosa bençao que Deus pos na terra orientando os homens
sobre a cura :PRIMEIRO A ALMA  PARA ENTAO CURAR O CORPO atraves das plantas 
de Hildegarda de Binger
“Assim, o homem 
é o fecho das maravilhas de Deus.”
                                    Iluminura do Scivias mostrando as hierarquias angélicas.
explicação dada pela voz que ouvia: "Então eu vi como se fosse uma imensa torre circular inteiramente construída de pedra branca, com três janelas no topo, de onde saía uma luz tão clara que até mesmo o teto cônico da torre parecia translúcido. As janelas eram decoradas com as mais belas esmeraldas. E esta torre estava colocada como que no dorso da imagem da mulher (a Igreja) que já citei, como uma torre que é construída na muralha de uma cidade, de forma que a imagem não poderia de forma alguma ser abalada por causa de sua solidez e força…" "Pois a razão pela qual viste uma grande torre redonda toda feita de pedra branca é porque a suavidade do Espírito Santo é imensa e engloba totalmente todas as criaturas em sua graça, de modo que nenhuma corrupção na integridade da plenitude da sua justiça a pode destruir; e, brilhando, indica o caminho e emana todos os rios de santidade na claridade de sua força, onde não se pode achar mácula alguma de insensatez. Portanto o Espírito Santo é um fogo cuja ardente serenidade, acendendo as virtudes ígneas, jamais será destruída e assim 


"Eu sou a suprema e incandescente força que acendeu todas as centelhas vivas, e eu não criei coisa alguma morta… e eu sou a vida ígnea da essência de Deus: Eu ardo acima da beleza dos campos, eu brilho nas águas, eu queimo no sol, na lua e nas estrelas… Sou também a Razão. É meu o trovão da sonora Palavra pela qual toda criação veio à existência, e eu animei todas as coisas com meu alento de modo que nenhuma é mortal em seu gênero, pois eu sou a Vida".
Boa parte do livro está concentrada na descrição da constituição e forma do ser humano, compreendendo seu corpo físico e sua alma, correlacionando a forma humana com vários aspectos do microcosmo e do macrocosmo, como ilustração de um extenso comentário aos 14 primeiros versículos do Evangelho de São João e ao livro do Gênesis. Todas as partes do corpo são carregadas de simbolismo] Um exemplo:
"A esfera do crânio indica o poder dominante da humanidade… Deus revela através de nossos olhos o conhecimento pelo qual Deus prevê e conhece tudo de antemão… Deus se nos revela através de nossa habilidade de ouvir todos os sons da glória sobre os mistérios ocultos… pelo nosso nariz Deus mostra a sabedoria que reside como um oloroso senso de ordem em todas as obras de arte… por nossa boca Deus indica a Palavra divina, a Palavra pela qual Deus criou todas as coisas…".
A forma humana é vista, pois, como o modelo divino da Encarnação, de acordo com o conceito básico apresentado no Gênesis, e é louvada como uma manifestação da vitalidade, amor e beleza de Deus. Corpo e alma são concebidos como uma unidade integral, onde as forças da natureza e do espírito interagem em harmonia, e servem como um espelho e objetivo para toda a obra da Criação."Deus inscreveu toda sua obra na forma humana", escreveu. Assim a criação do universo estava ligada indissoluvelmente à criação da forma humana, e mais do que isso, aquela estava quase que subordinada a esta, já que para Hildegarda a Encarnação do Verbo divino estava prevista desde antes do Tempo e a forma humana serviria como o instrumento privilegiado para a reunião da criatura com o Criador após o longo trajeto desde a origem do universo até sua redenção.
Ao mesmo tempo, dizia que a vida que animava o homem era a mesma que animava todo o universo, e que o universo criado era a luz do homem, significando que o trabalho da Redenção estava na dependência do entendimento do mundo, e por consequência, do entendimento da vontade divina. Nesse sentido, até mesmo as paixões humanas, tantas vezes condenadas por outros escritores cristãos de sua época, eram vistas como parte integral do plano divino. Entretanto, ela não foi muito além do reconhecimento e aceitação puros e simples do estado de coisas da humanidade, pois numa perspectiva ideal ainda pensava que o ser humano devia aspirar à reconquista da inocência edênica, o que necessariamente excluía toda a sexualidade. Tendo de administrar ideal e real, concebeu uma teoria da sexualidade muito sutil e ambígua, e de certa forma precária. Comparando o desejo humano à fertilidade da terra, reconhecia que ele dava à luz uma pletora de riquezas, e também que o sexo era fonte de prazer, mas via o corpo como um instrumento da alma que devia ser disciplinado para que se formasse uma cooperação entre ambos, potencialmente confortável e prazerosa, e para que o objetivo primeiro da salvação da alma pudesse ser alcançado. Escreveu:
"E assim a alma diz depois de sua vitória: Oh minha carne, e vós, meus membros, onde fiz minha morada! Quanto me regozijo de ter sido enviada a vós, e de ver que estais em acordo comigo, e que com isso me encaminheis para minha recompensa eterna!"
Liber divinorum termina com uma seção dedicada à escatologia, pintando o Juízo Final em cores escuras, provavelmente estando Hildegarda abalada com o cisma de 1159. Embora em suas cartas ela se recusasse a comentar o assunto, alegando ter sido proibida por Deus de fazê-lo, alusões a um cisma, ainda que inespecífico, são claras no final do livro, colocando a imagem da Justiça a invectivá-lo sonoramente. Também o clero não aparece sob uma luz favorável, sendo acusado de muitos vícios e de submersão nos assuntos mundanos. O tom do livro é bem mais pesado que o do Scivias, mas a estrutura do cosmos que dele emerge é muito mais poderosamente organizada.




O corpo, com efeito, é vestimenta da alma que tem uma voz viva, e é por isso que é conveniente que o corpo cante com a alma, pela voz dela, os louvores a Deus. Do que resulta que o espírito profético ordene expressamente que Deus seja louvado pela alegria dos címbalos e por outros instrumentos de música que sábios e estudiosos inventaram, pois todas as artes úteis e indispensáveis aos homens provêm desse sopro de espírito que Deus insuflou no corpo do homem; e é por isso que é justo que todo o tempo eles louvem a Deus. E, posto que o homem ao ouvir certos cantos às vezes suspira e freqüentemente geme, recordando a natureza da harmonia celeste em sua alma, o profeta, considerando e conhecendo a natureza do espírito – posto que a alma é de natureza sinfônica -, exorta-nosno slado que cantamos com a cítara e salmodiamos com o desacordo.” 

Não foi apenas na música e na teologia que a abadessa Hildegard von Bingen se destacou. Escreveu dois trabalhos sobre medicina, mostrando um vasto conhecimento sobre plantas medicinais. Os livros que escreveu são os mais conhecidos tratados sobre medicina no ocidente durante o século XII. Uma de suas grandes preocupações clínicas era a cura da melancolia que perigosamente solapava a “viridez”.

Hildegard denunciava a corrupção da Igreja, os falsos padres, a luxúria, os surgimento de novas seitas no cristianismo que enfatizavam o dualismo e o maniqueísmo, a riqueza ostensiva do clero. Suas palavras despertaram paixões e polêmicas por toda a Europa, com sua concepção inovadora da relação do homem com o cosmo e do papel da mulher com plena participação na vida do Espírito


 A abadessa e teve a vida marcada por visões, ouvia a voz divina , desenhava mandalas com as imagens: um homem no centro do globo (mundo), espelhos, asas, muros... As mensagens que a visionária recebia não eram guardadas no claustro, Hildegard as escrevia em livros e fazia pregações e sermões públicos. A última visão do livro Scivias, escrita como peça teatral ou ópera, inspirou a obra musical Ordo Virtutum, onde as virtudes são personificadas e sofrem ataques dos demônios. Os últimos anos de sua vida foram marcados por um incidente trágico. O enterro de um revolucinário que havia sido excomungado gerou a interdição do mosteiro Rupertsberg e a proibição de celebrar os cânticos de louvor divino. O arcebispado de Mayence impôs que o defunto fosse desenterrado, mas a abadessa Hildegarda Von Bingen, após ter uma visão, recusou-se a cumprir a ordem, pois afirmava que o morto estava em plena comunhão com Deus quando faleceu e que havia recebido todos os sacramentos.
consciência inspirada do século XII), de Régine Pernoud,.....




*Para a visionária Hildegard de Bingen (c.1098-1179) sim: antecipando Leonardo da Vinci em quatro séculos, para a monja, o homem ocupava – e legitimamente – o centro do mundo, no centro de uma série de círculos maravilhosos:
No centro do peito da figura que eu havia contemplado no seio dos espaços aéreos do Sul, eis que surgiu um roda de maravilhosa aparência. Continha os signos que a reaproximavam dessa visão em forma de ovo, que eu tive há dezoito anos e que descrevi na terceira visão do meu livro Scivias (...)

na parte superior aparecia um círculo de fogo claro que dominava outro, de fogo negro (...) em seguida vinha um círculo que era como que de ar carregado de umidade (...) sob este círculo de ar úmido aparecia um de ar branco, denso (...) esses dois círculos estavam igualmente ligados entre si (...)

Enfim, sob esse ar branco e firme apresentava-se uma segunda camada aérea, tênue, que parecia estender-se sobre todo o círculo, provocando nuvens, ora claras, ora baixas e sombrias. Esses seis círculos estavam ligados entre si, sem espaço intermediário (...) A figura do homem ocupava o centro dessa roda-gigante... (HILDEGARD DE BINGEN. O Livro das Obras Divinas. Citado em PERNOUD, 1996: 72-73)
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O homem-microcosmo de Hildegarda de Bingen A tríplice figura abraça o universo inteiro; um círculo de fogo claro, um outro de "fogo negro", um círculo de ar úmido, um outro de ar branco, uma segunda camada aérea - traçados com a precisão que caracteriza o texto de Hildegard. Uma figura humana erguida no centro recebe os sopros enviados dos quatro cantos, das cabeças de animais - leopardo, leão, lobo, urso, caranguejo, cervo, serpente, cordeiro - enquanto os planetas irradiam em direção às cabeças de animais e à figura do homem (PERNOUD, 1996). Repare que Hildegarda está sentada à esquerda, abaixo, contemplando o homem-microcosmo e redigindo sua visão.
São imagens fantásticas essas da visionária beneditina, imagens compartilhadas pela teoria geral do microcosmo vigente então (LOPEZ, 1965: 364). Juntamente com a concepção medieval do espaço, elas merecem um aprofundamento. Assim com seus livros homeopáticos