07 agosto, 2023

Almas Gemeas IV

Poucas pessoas ousam afirmar que duas criaturas 
se apaixonaram porque se entreolharam. 
Mas é assim que o amor inicia, e apenas desse modo.
Victor Hugo



"O amor não é uma chama efêmera, 
nascida do encontro de dois corpos, 
é uma chama eterna nascida 
da fusão de duas almas ..."
                                            Nadja Feitosa

O amor é a atração celestial das almas e dos mundos, a potência divina que liga os universos , governa e  fecunda . Amor é o olhar de Deus ! Não designados sozinho com tais como a paixão ardente que agita o nome e o carnal deseja. Isto é nada mais do que uma imagem, uma caricatura grosseira de amor. amor é o sentimento superior de que se funde e se harmoniza todas as qualidades do coração, que é o coroamento das virtudes humanas , de ternura , de amor, de bondade , a manifestação na alma de uma força que eleva o significado do amor a alturas divinas , unindo todos os seres e despertando em nós a felicidade mais íntima que se desvia bastante de toda a luxúria .
Leon Denis

O Amor infinito de Pedro  e Inês de Portugal

Resultado de imagem
O AMOR DO infante Pedro, futuro rei de Portugal, com a dama de companhia Inês de Castro marcou a história e a cultura portuguesas.
Foi um amor proibido, vivido em atmosfera carregada de disputas de poder. A narrativa  baseia-se em registros históricos. Alguns detalhes pertencem ao campo da lenda, fruto da imaginação popular e do talento de artistas.

Auxilioemoional.blogspot.comInês de Castro
Rainha de Portugal (a título póstumo)
D.ª Inês de Castro (Reino da Galiza, ca. 1320/1325  Coimbra, 7 de Janeiro


Ines de Castro -Rainha pos morte

D. Inês de Castro,
«aquela que depois de morta foi Rainha»,
esposa de El-Rei D. Pedro I
Governo
Vida
Nascimento1320 ou 1325
Galiza
Morte7 de Janeiro de 1355 (35 anos)
Quinta das Lágrimas, Coimbra
SepultamentoMosteiro de Alcobaça
PaiPedro Fernandes de Castro
MãeAldonça Lourenço de Valadares





































Em 1320,  nasce o infante Pedro. Ele vivia no vale do rio Mondego, em Coimbra, então capital do reino. Das janelas do castelo real, avistava o mosteiro de Santa Clara, do outro lado do rio. Neste local enterram sua avó, Isabel de Aragão, então venerada como uma santa, um reflexo do grande fervor místico da Idade Média.
Outro dado do ambiente medieval europeu eram as constantes guerras causadas por disputas entre reinos. No caso, envolvendo tronos da Península Ibérica. Os arranjos políticos, por meio de casamentos entre nobres, eram parte essencial do jogo de poder da época.
Voltando a Pedro, não lhe cabia decidir o próprio futuro político e amoroso em tal conjuntura de manobras e alianças calculadas. Desde jovem, ele estava prometido a Constança Manuel, filha de um descendente de monarcas dos reinos de Aragão, Castela e Leão.                
Dom Pedro I
Armoiries Portugal 1247.svg
Rei de Portugal

Auxilioemocional.blogspot.com
D. Pedro I de Portugal (Coimbra, 8 de Abril de 1320  Estremoz, 18 de 

Governo
Reinado8 de março de 1357 —
18 de janeiro de 1367
CoroaçãoLisboa
ConsorteD. Branca de Castela
D. Constança Manuel
D. Inês de Castro
AntecessorD. Afonso IV
HerdeiroD. Fernando I
SucessorD. Fernando I
DinastiaBorgonha
TítulosO Justiceiro
Vida
Nascimento8 de Abril de 1320
Coimbra, Portugal
Morte18 de Janeiro de 1367 (46 anos)
Estremoz, Portugal
SepultamentoMosteiro de Santa Maria,Alcobaça
FilhosVer descendência
PaiD. Afonso IV
MãeD. Beatriz de Castela






































Pedro não queria, mas se submeteu ao casamento. Constança lhe deu um herdeiro e outros dois filhos. Quanto ao amor, o príncipe foi buscá-lo em outra mulher, logo a dama de companhia de sua esposa. O nome dela era Inês de Castro, jovem de grande beleza, descrita como loura e elegante. Por esses atributos, era chamada de “colo de garça”.

Pedro e Ines de CastroA paixão do príncipe foi correspondida. Mas o nada discreto caso de amor incomodou a Corte. “O escândalo tomou tais proporções que a esposa, d. Constança, decidiu chamar Inês para ser a madrinha da criança que estava esperando, já que esse tipo de parentesco espiritual tornava impossível a união que se esboçava, mais intensa a cada dia”, escreveu a historiadora portuguesa Maria Zulmira Furtado Marques, em A tragédia de Pedro e Inês.
Como os amantes seguiam com o romance adúltero, o pai do infante, o rei Afonso IV, ordenou o afastamento de Inês. Ela deixou o país e se exilou em Albuquerque, em Castela. Mesmo separados, Pedro e Inês continuaram a trocar cartas inflamadas.
Em 1345, Constança morreu num parto, e o príncipe se viu liberto das amarras do casamento de conveniência aos 24 anos de idade. 



Depois de alguns anos no Norte de Portugal, Pedro e Inês tinham regressado aCoimbra e instalaram-se no Paço de Santa Clara. Mandado construir pela avó de D. Pedro, a Rainha Santa Isabel, foi neste Paço que esta Rainha vivera os últimos anos, deixando expresso o desejo que se tornasse na habitação exclusiva de Reis e Príncipes seus descendentes, com as suas esposas legítimas.
Havia boatos de que o Príncipe tinha se casado secretamente com D. Inês. Na Família Real um incidente deste tipo assumia graves implicações políticas. Sentindo-se ameaçados pelos irmãos Castro, os fidalgos da corte portuguesa pressionavam o rei D. Afonso IV para afastar esta influência do seu herdeiro. O rei D. Afonso IV decidiu que a melhor solução seria matar a dama galega. Na tentativa de saber a verdade o Rei ordenou a dois conselheiros seus que dissessem a D. Pedro que ele podia se casar livremente com D. Inês se assim o pretendesse. D. Pedro percebeu que se tratava de uma cilada e respondeu que não pensava casar-se nunca com D.ª Inês.
                  
Em 1347, Inês deu à luz ao primeiro de quatro filhos com o infante. 
Mas o povo comentava e condenava o adultério, enquanto 
a peste negra, considerada sinal da cólera de Deus, 
chegava à região. I
indiferentes a tudo, Pedro e Inês viviam seu grande amor.





 Fonte dos Amores, onde os amantes trocavam confidências,atualmente  é ponto turístico em Coimbra

Consta que ele a visitava a alguns passos de seu palácio, 
na Fonte dos Amores. O local ficava ao abrigo do sol
e possuía uma parede coberta de hera, aberta em dois arcos, 
propícia para o romance e a troca de confidências. 
A famosa fonte continua hoje a jorrar na quinta das Lágrimas, 
onde funciona um hotel. Assim, historiadores e turistas podem 
conhecer o local do mítico romance .

A 7 de janeiro de 1355, o rei cedeu às pressões dos seus conselheiros e aproveitando a ausência de D. Pedro, numa excursão de caça, foi com Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves, Diogo Lopes Pacheco e outros para executarem Inês de Castro em Santa Clara, conforme fora decidido em conselho. Segundo a lenda, as lágrimas derramadas no rio Mondego pela morte de Inês teriam criado a Fonte das Lágrimas da Quinta das Lágrimas, e algumas algas avermelhadas que ali crescem seriam o seu sangue derramado.
A morte de D. Inês provocou a revolta de D. Pedro contra D. Afonso IV. Após meses de conflito, a Rainha D. Beatriz conseguiu intervir e fez selar a paz, em agosto de 1355.D. Pedro tornou-se no oitavo rei de Portugal como D. Pedro I em 1357. Em junho de 1360 fez a declaração de Cantanhede, legitimando os filhos ao afirmar que se tinha casado secretamente com D. Inês, em 1354, em Bragança «em dia que não se lembrava». A palavra do rei, do seu capelão e de um seu criado foram as provas necessárias para legalizar esse casamento.
De seguida perseguiu os assassinos de D. Inês, que tinham fugido para o Reino de Castela. Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves foram apanhados e executados em Santarém (segundo a lenda o Rei mandou arrancar o coração de um pelo peito e o do outro pelas costas, assistindo à execução enquanto se banqueteava). Diogo Lopes Pacheco conseguiu escapar para a França e, posteriormente, seria perdoado pelo Rei no seu leito de morte.
D. Pedro mandou construir os dois esplêndidos túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro no mosteiro de Alcobaça, para onde trasladou o corpo da sua amada Inês, em 1361 ou 1362. Juntar-se-ia a ela em 1367. A posição primeira dos túmulos foi lado a lado, de pés virados a nascente, em frente da primeira capela do transepto sul, então dedicada a São Bento. Na década de 80 do século dezoito os túmulos foram mudados para o recém construído panteão real, onde foram colocados frente a frente. Em 1956 foram mudados para a sua actual posição, D. Pedro no transepto sul e D. Inês no transepto norte, frente a frente. Quando os túmulos, no século XVIII, foram colocados frente a frente apareceu a lenda que assim estavam para que D. Pedro e D. Inês «possam olhar-se nos olhos quando despertarem no dia do juízo final». A tétrica cerimónia da coroação e do beija mão à Rainha D. Inês, já morta, que D. Pedro pretensamente teria imposto à sua corte e que tornar-se-ia numa das imagens mais vívidas no imaginário popular, terá sido inserida pela primeira vez nas narrativas espanholas do final do século XVI.
O episódio inspirou o francês Henry de Montherlant a escrever, em 1942, a peça de teatro A rainha morta. Montherlant foi um entre muitos escritores, poetas e dramaturgos que se inspiraram na história. Celebre  Luís de Camões a recontou em versos em Os lusíadas.Também Garcia de Resende publicou, em 1515, suas Trovas à morte de Inês de Castro. Antônio Ferreira tratou do tema na peçaTragédia mui sentida de dona Inês de Castro, também no século XVI.
Pedro, ordenou a execução de dois túmulos (verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal), os quais foram colocados no transepto da igreja do Mosteiro de Alcobaça Pedro I também mandou esculpir sua história em detalhes no próprio túmulo. E quando ele morreu, em janeiro de 1367, seu corpo foi enterrado próximo da bem-amada. Os corpos não foram colocados lado a lado, como seria mais natural, mas um de frente para o outro, para que no dia da ressurreição pudessem se levantar e cair nos braços um do outro.

Os suntuosos túmulos de pedra branca dos trágicos amantes podem ser visitados no mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Sobre o de Pedro, está escrito que os dois permanecerão juntos “até o fim do mundo...”.


Jaz no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.
CRONOLOGIA

1320
Nasce o infante Pedro, filho do rei Afonso IV

1336
Pedro casa-se com dona Constança



1344
Afonso IV manda Inês de Castro para o exílio, para dar fim ao caso extraconjugal dela com Pedro




1345
Dona Constança morre no parto. Viúvo, Pedro assume seu romance com Inês


Em 1347, Inês deu à luz ao primeiro de quatro filhos com o infante. 

1355
Três assassinos enviados por Afonso IV matam Inês de Castro no dia 7 de janeiro. Depois de saber da morte da amada, Pedro lidera uma revolta contra o rei. A guerra entre pai e filho termina com um acordo, em agosto do mesmo ano



1357
Afonso IV morre e Pedro assume o poder em Portugal



1360
Pedro declara ter se casado secretamente com Inês de Castro, legitimando assim seus quatro filhos, e transporta o corpo da “rainha morta” para o mosteiro Real de Alcobaça


1367
Morte de Pedro I. Sua tumba é colocada de frente para a de Inês

UMA IMPRESSIONANTE DESCENDÊNCIA

Os nascidos do amor de Inês de Castro e Pedro I se espalharam pelas casas reais européias, o que levou o pesquisador Jorge de Sena a constatar que, na virada do século XV para XVI, “a maior parte da Europa coroada descendia de Inês”.



Uma das filhas do romance, a princesa Beatriz (1347-1381), casou com um filho bastardo do rei de Castela, chamado Sancho de Albuquerque (1339- 1374). Leonor Urraca (1374-1435), filha do casal e neta de Inês, virou esposa de d. Fernando (1380-1416), o poderoso rei de Aragão, Sicília, Nápoles, Valência e Maiorca.

A partir daí, a lista de descendentes de Inês de Castro se torna mais impressionante. Por volta de 1500, passa a incluir o imperador da Germânia Maximiliano I (1459-1519) e d. Manuel I (1469-1521), que reinou em Portugal durante as descobertas marítimas.



O trovador Garcia de Rezende viu nisso uma vitória póstuma de Inês. Pelo sucesso dos frutos da sua relação com Pedro, ela teria vencido o trágico destino, porque o amor daria “galardão” (recompensa). Concluía o poeta, como conselho para as jovens do século XVI:                                      “Não deixe ninguém de amar”.
                                                            
Tumbas de Inês de Castro e Pedro I, esculturas em pedra, escola portuguesa, Século XIV, Santa Maria de Alcobaça, Estremadur
 Almas Gemeas
                            Almas Gemeas Auxilioemocional      
  
Casal real: a arte tumular  união  em vida, tumulos juntos na morte.


              
 
Amor Eterno



Te amei de tantas maneiras e de tantas formas... 
de vida em vida, de época em época, sempre... 
Meu coração enfeitiçado fez uma e outras vezes 
um colar de canções que tomas-te como um presente 
e usaste em torno de teu pescoço, do teu jeito 
e de tantas formas.... 
de vida em vida, de época em época, sempre...


Onde quer que escute as velhas histórias de amor, 
sua antiga dor e esse velho conto de estar juntos ou separados, 
me detenho e uma vez ou outra, olho o passado 
e ao final de tudo, emerge você, 
revestida com a luz de uma estrela polar 
trespassando a escuridão do tempo, 
e deste modo te convertes em uma imagem 
que recordarei para sempre.

Tu e eu flutuamos ali, na corrente que flui 
de um coração cheio de amor, um pelo outro. 
Jogamos o amor ao lado de milhões de amantes, 
compartilhamos a tímida doçura do primeiro encontro, 
as mesmas lágrimas de angustia em cada despedida. 
O velho amor...que se renova uma ou outra vez, 
Sempre... 

Hoje este amor está a teus pés, encontrou sua morada em ti. 
Esse amor, o amor cotidiano de todos os homens, 
o amor do passado, o amor de sempre... 
o regozijo universal, a dor universal, a mesma vida, 
a memória de todos amores, 
as canções de todos os poetas do passado e de sempre 
se fundem neste Amor que é o nosso. 

Rabindranath Tagore 
de "Amor Eterno"
Poeta Indú 1861-1941 

Premio Nobel de Literatura

Fontes:wikipedia/Internet/livros historicos 



Voa minha ave
Voa sem parar
Viaja pra longe
Te encontrarei
Em algum lugar
Permaneço em ti
Como sempre fui
Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu...

Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu
Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim
Entre as flores...

Anjo meu tão amado anjo
Bem sei que estás
E eu do brando sono hei de acordar
Para os teus olhos ver uma vez mais
O verdadeiro amor espera uma vez mais

Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu
Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu

Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim
entre as flores




A Coroação de Inês de Castro em 1361 (c. 1849), por Pierre-Charles Comte.

29 agosto, 2022

Rubem Alves

Ipe Amarelo
Rubem Alves é um de meus autores prediletos. Seus livros nos convidam a lê-los novamente para não somente entender o que ele diz, mas para tentar viver. Por falar em vida, postarei aqui alguns dos seus pensamentos sobre vida e morte, tirados do seu livro “Desfiz 75 anos”. Claro, que com 75 anos você se torna muito mais sábio, prioriza a essência das coisas. Por isto, vale a pena ouvir o que este homem tem a nos dizer, e…se possível tentar interiorizar e praticar: “…as crianças falam sobre a morte com naturalidade. Não são como os adultos que não sabem o que fazer com a palavra e procuram sempre não dizê-la.(…) Todos os homens devem morrer. Todo mundo sabe disso. A única dúvida é sobre o ‘quando’. mas os grandes não querem e não sabem falar sobre a morte porque todos têm medo dela. Esses todos que devem morrer se dividem em dois grupos. Primeiro é o grupo daqueles que vão morrer, mas vivem como se fossem viver para sempre. Esses são os tolos. O outro é o grupo, daqueles que vão morrer, sabem que vão morrer e, por isso mesmo, cuidam do tempo de vida que lhes resta. Esses ficam sábios. (…) Assim, vou morrer. O que não quer dizer que muitos que não receberam o aviso não venham a morrer antes de mim. A morte é traiçoeira.(…) Sabe de uma coisa, minha neta? (…) Todos aqui em casa me amam. Eles sofrem por saber que estou com câncer,(…) mas, eu não quero palavras de consolo. Eu gostaria mesmo é que eles viessem até mim como você veio com a sua pergunta franca, e conversássemos sobre a vida que me resta – e a vida que resta para eles também… Você foi a única…E assim você ficou muito mais perto de mim….(…) mas, vovô, qual a vantagem de conversar sobre a morte? A morte é nossa eterna companheira. Está sempre à nossa esquerda, à distância de um braço (…)O que se deve fazer quando se é impaciente é virar-se para a esquerda e pedir conselhos a sua morte. Você perderá uma quantidade enorme de mesquinhez se sua morte lhe fizer um gesto, ou se a vir de relance, ou se, ao menos, tiver a sensação de que sua companheira está ali, vigiando-o. (…) A morte é a única conselheira sábia que possuímos, (…) Ela lhe dirá que nada importa realmente, além do toque dela. Sua morte lhe dirá: “Ainda não o toquei.” A morte nunca fala sobre si mesma. Ela só fala sobre a vida. Basta pensar nela para que a gente ouça a sua voz silenciosa nos perguntando: “E a sua vida como vai? O que você está fazendo com o tempo que lhe resta?” Quem ouve essa PERGUNTA ESTÁ A CAMINHO DE TORNAR-SE SÁBIO


28 maio, 2020

A Mudança Gregg Braden



O QUE DIZ A CIÊNCIA MÉDICA SOBRE ISSO

O artigo Schumann Resonances, a plausible biophysical mechanism for the human health effects of Solar/Geomagnetic apresenta um estudo interessante onde se propõe que a radiação eletromagnética devido à RS seja um mecanismo biofísico plausível (destacamos essa palavra) que resolveria o problema da correlação entre a atividade Solar e Geomagnética (distúrbios magnéticos de origem solar ou terrestre que afetam o campo magnético da Terra) com efeitos na saúde de algumas pessoas.A proposta é de que a radiação eletromagnética de Schumann interagiria com o cérebro determinando ou coordenando os pulsos elétricos que controlam os níveis de serotonina e melatonina no organismo, duas substâncias reguladoras do ciclo diurno e noturno do ser humano com consequências em diversas funções vitais como a pressão sanguínea, respiração, sistema imunológico e os processos cardíacos e neurológicos, entre outros.O que reforçaria a hipótese da interação entre o cérebro e a radiação eletromagnética na frequência da RS, é o fato de que as ondas nervosas vibram em faixas de frequências semelhantes às da RS. A existência de dados que correlacionam as atividades solares e geomagnéticas a determinados distúrbios da saúde, reforça a possível (ou plausível) idéia de interação entre a radiação na frequência da RS com o cérebro.Os cientistas não têm idéia sobre qual será o impacto disto sobre as grades de força eletrônicas e eletromagnéticas. E mais, não sabem o que isso significa para o sistema imunológico humano. Algumas modalidades de curas alternativas têm demonstrado a ligação entre o sistema imunológico e o magnetismo, e também que nossos sistemas imunológicos poderiam muito bem estar sintonizados com os campos magnéticos da Terra.






















GREGG BRADEN E A INVERSÃO DOS PÓLOS MAGNÉTICOS

Este texto é baseado nas informações que enfocam o trabalho do geólogo norte-americano Gregg Braden , maior estudioso do fenômeno. Braden trabalha a partir da interface ciência-esoterismo e é autor do livro Awakening to Zero Point (Despertando para o Ponto Zero) e de um vídeo de quatro horas sobre o fenômeno e suas possíveis consequências para a humanidade.Ele está constantemente viajando pelos EUA e marcando presença na mídia, demonstrando com provas científicas que a Terra estará passando pelo Cinturão de Fótons e que há uma desaceleração na rotação do planeta. Ao mesmo tempo, ocorre um aumento na frequência ressonante da Terra (a chamada Ressonância Schumann). Segundo Gregg Braden, Quando a Terra diminuir ao máximo a sua rotação e a frequência ressonante alcançar o índice de 13 hz, estaremos no que Braden chama de Ponto Zero do campo magnético. A Terra ficará como se estivesse parada e, após dois ou três dias, recomeçará a girar só que na direção oposta. Isso poderá produzir uma total reversão nos campos magnéticos terrestres.




A conclusão que chegamos  é que a mudança é inevitável, mas estar ciente e saber o porque, faz toda a diferença para enfrentarmos tudo o que tem se apresentando neste caldeirão de emoções e comportamentos, adiciono mais uma frase de um ser que marcou sua passagem na Terra: “Seja a mudança que você quer ver no mundo.” 
Mahatma Gandhi
A luz 

 Essa ressonância talvez seja responsável pelas mudanças de comportamentos nos seres vivos e que talvez tenha alguma influência na psique coletiva da humanidade...



28 abril, 2020

Drumond de andrade

"Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."

Drumond de andrade

24 outubro, 2019

Agua Sagrada




  • Quando morrem os seres humanos
  •  os lagos continuam,
  • quando morrerem os lagos
  • os seres humanos desaparecerão para sempre.





Paciência & Prodígio

O Homem  perguntou ao Trabalho:
- Qual o elemento mais resistente que encontraste, observando a natureza ?
- A pedra, respondeu o Trabalho.

A água que corria brandamente em derredor, escutou o que se dizia e, em silêncio, descobriu um meio de pingar sobre a pedra e, com algum tempo, abriu-lhe grande brecha, através da qual a água passava de um lado para outro.

O homem anotou o acontecido e indagou da água sobre o instrumento que ela usara para realizar aquele prodígio.

A água humilde respondeu simplesmente:
-         - Foi a paciência!





Água nossa de cada dia

Água fonte de vida
Água esperança
Água que mata a sede
Água que molha a planta.

Água que brota da terra
Água que sai do chão
Água que molha o trigo
Trigo que faz o pão.

Água que sangra das pedras
Água que vem da natureza
Água que nos dá alegria
Água que revigora a beleza.

Água que rola da serra
Água que jorra do chão
Água que enche rios
Água que transborda ribeirões.

Água que enche lagos
Água que enche lagoas
Água que corre para o mar
Água que corre á toa.

Água que move moinhos
Água que faz girar
Água que não descansa
Água que faz navegar.

Água nossa de cada dia
Água que nos dá energia
Água que nos dá calor
Água que nos procria.

Água de cada dia
Água da nascente
Água que cria a gente
Água que nos faz respirar

Água que sai da terra
Água que sai do ventre das matas
Que cai das cascatas.

Água fonte de vida
Água que brota dos córregos
Água que jamais voltará
Água nossa de cada dia.


de Maria da Conceição do Amparo




Na composição da água entram dois gases: 

duas partes de hidrogênio (símbolo: H) e uma parte de oxigênio (símbolo: O). Sua fórmula química é H2O.
Três quartos da superfície da Terra são recobertos por água. Trata-se de quase 1,5 bilhão de km3 de água em todo o planeta, contando oceanos, rios, lagos, lençóis subterrâneos e geleiras. Parece inacreditável  que o mundo está prestes a enfrentar uma crise de abastecimento de água. Mas é exatamente isso o que está para acontecer, pois apenas uma pequeníssima parte de toda a água do planeta Terra serve para abastecer a população.


                                                                         

Vinte e nove países já têm problemas com a falta d'água e o quadro tende a piorar. Uma projeção feita pelos cientistas indica que no ano de 2025, dois de três habitantes do planeta serão afetados de alguma forma pela escassez - vão passar sede ou estarão sujeitos a doenças como cólera e amebíase, provocadas pela má qualidade da água. É uma crise sem precedentes na história da humanidade. Em escala mundial, nunca houve problema semelhante.                                             
Tanto que, até 30 anos atrás, quando os primeiros alertas foram feitos por um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), ninguém dava importância para a improvável ameaça.



A água e o corpo humano

Os primeiros seres vivos da Terra surgiram na água há cerca de 3,5 bilhões de anos. Sem ela, acreditam os cientistas, não existiria vida. A água forma a maior parte do volume de uma célula. No ser humano, ela representa cerca de 70% de seu peso. Uma pessoa de 65 kg, por exemplo, tem 45 kg de água em seu corpo. Daí sua importância no funcionamento dos organismos vivos. O transporte dos sais minerais e de outras substâncias, para dentro ou para fora da célula, é feito por soluções aquosas. Mesmo a regulagem da temperatura do corpo depende da água - é pelo suor que "expulsamos" parte do calor interno.

Ciclo da Água

A água, na natureza, está sempre mudando de estado físico. Sob a ação do calor do Sol, a água da superfície terrestre se evapora e se transforma em vapor d'água. Este vapor sobe para a atmosfera e vai se acumulando. Quando encontra camadas frias, se condensa, formando gotinhas de água que juntam-se a outras gotinhas e formam as nuvens.
As nuvens formadas, quando ficam muito pesadas por causa da quantidade de água nelas contida, voltam à superfície terrestre em forma de chuva. Uma parte da água das chuvas penetra no solo e forma lençóis de água subterrâneos. Outra parte corre para os rios, mares, lagos, oceanos etc. Com o calor do Sol, a água volta a evaporar.

Riqueza brasileira

Quando o assunto é recursos hídricos, o Brasil é um país privilegiado. O território brasileiro detém 20% de toda a água doce superficial da Terra. A maior parte desse volume, cerca de 80%, localiza-se na Amazônia.
É naquela região desabitada que está a maior bacia fluvial do mundo, a Amazônica, com 6 milhões de quilômetros quadrados, abrangendo, além do Brasil, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. A segunda maior bacia hidrográfica do mundo, a Platina, também está parcialmente em território brasileiro.
Mas a nossa riqueza hídrica não se restringe às áreas superficiais: o aqüífero Botucatu/Guarani, um dos maiores do mundo, cobre uma área subterrânea de quase 1,2 milhão de quilômetros quadrados, 70% dos quais localiza-se em território brasileiro. O restante do potencial hídrico distribui-se de forma desigual pelo país. Apesar de tanta riqueza, as maiores concentrações urbanas encontram-se distantes dos grandes rios, como o São Francisco, o Paraná e o Amazonas.
Assim, dispor de grandes reservas hídricas não garante o abastecimento de água para toda a população.

Nanny

Motivo para guerras
A humanidade poderá presenciar no terceiro milênio uma nova modalidade de guerra: a batalha pela água. Um relatório do Banco Mundial de 1995 já anunciava que as guerras do próximo século serão motivadas pela disputa de água, diferentemente dos conflitos do século XX, marcados por questões políticas ou pela disputa do petróleo. Uma prévia do que pode ocorrer num futuro próximo aconteceu em 1967, quando o controle da água desencadeou uma guerra no Oriente Médio.
Naquele ano, os árabes fizeram obras para desviar o curso do rio Jordão e de seus afluentes. Ele é considerado o principal rio da região, nasce ao sul do Líbano e banha Israel e Jordânia. Com a nova rota, Israel perderia boa parte de sua capacidade hídrica. O governo israelense ordenou o bombardeamento da obra, acirrando ainda mais a rivalidade com os países vizinhos.

  • Seca no Nordeste 
  •  
  • Quão abençoada
  •  
  •  por todos é a chuva que cai,
  •  
  • sem raios e trovão
  •  
  • Que limpa e renova
  •  
  • faz brotar e crescer a plantação
  •  
  •  alimento para o corpo e
  •  
  •  oxigênio para o pulmão. 
  • Nadja Feitosa
Este é um problema que tem solução. Desviar parte da água do rio São Francisco para a região semi-árida é uma idéia antiga. Na prática, seria construída uma rede de canais para abastecer açudes dos Estados atingidos pela falta d'água, como Pernambuco, Ceará e Paraíba. Especialistas calculam que um projeto desse seria capaz de levar água a 200 municípios e 6,8 milhões de brasileiros.

Os Direitos da Água

A ONU redigiu um documento intitulado Declaração Universal dos Direitos da Água. Logo abaixo, você vai ler os seus principais tópicos:
  1. A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: é rara e dispendiosa e pode escassear em qualquer região do mundo.
  2. A utilização da água implica respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza.
  3. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
  4. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade e precaução.
  5. A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo a nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
  6. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável pela água da Terra.
  7. A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
  8. A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Dela dependem a atmosfera, o clima, a vegetação e a agricultura.
  9. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
  10. A gestão da água impõe um equilíbrio entre a sua proteção e as necessidades econômica, sanitária e social.


Nós árvores
Marcia Theophilo

Nós árvores vivemos de chuva
de orvalhos eternos e das neblinas
dos rios e dos oceanos
de vapores matutinos
e delicadas névoas.
Durante o dia o calor
dos raios do sol
dilata os nossos corpos sublunares
que absorvem assim, no profundo
delicadissimo orvalho no turno.




Dia Mundial da Água

A Organização das Nações Unidas instituiu, em 1992, o Dia Mundial da Água - 22 de março. O objetivo da data é refletir, discutir e buscar soluções para a poluição, desperdício e escassez de água no mundo todo. Mas há muitos outros desafios: saber usá-la de forma racional, conhecer os cuidados que devem ser tomados para garantir o consumo de uma água com qualidade e buscar condições para filtrá-la adequadamente, de modo a tirar dela o máximo proveito possível.

Ciclo da Água

Motivo para guerras

Nanny amor e paz
A humanidade poderá presenciar no terceiro milênio uma nova modalidade de guerra: a batalha pela água. Um relatório do Banco Mundial de 1995 já anunciava que as guerras do próximo século serão motivadas pela disputa de água, diferentemente dos conflitos do século XX, marcados por questões políticas ou pela disputa do petróleo. Uma prévia do que pode ocorrer num futuro próximo aconteceu em 1967, quando o controle da água desencadeou uma guerra no Oriente Médio.
Naquele ano, os árabes fizeram obras para desviar o curso do rio Jordão e de seus afluentes. Ele é considerado o principal rio da região, nasce ao sul do Líbano e banha Israel e Jordânia. Com a nova rota, Israel perderia boa parte de sua capacidade hídrica. O governo israelense ordenou o bombardeamento da obra, acirrando ainda mais a rivalidade com os países vizinhos.


bacia amazônica é um dos locais mais chuvosos do planeta, com índices pluviométricos anuais de mais de 2.000 mm por ano, podendo atingir 10.000 mm em algumas regiões. Durante os meses de chuva, a partir de dezembro, as águas sobem em média 10 metros, podendo atingir 18 metros em algumas áreas. Isso significa que durante metade do tempo, grande parte da planície amazônica fica submersa, caracterizando a maior área de floresta inundada do planeta, cobrindo uma área de 700.000 Km2.



Rio Amazonas

Em 1541, o espanhol Francisco de Orellana e seus homens navegavam no rio Napo (que desemboca em outro rio maior), a leste dos Andes. Passaram-se meses, e era incontável o número de afluentes que engrossavam as águas do imenso rio. A certa altura, a embarcação é atacada por um grupo de indígenas, que disparam flechas envenenadas. Orellana dá ordem para seus homens desviarem o barco, afastando-o do alcance dos índios. Após safar-se do perigo, Orellana, impressionado com o aspecto dos indígenas, que acredita serem mulheres, lembra-se das Amazonas - as guerreiras da mitologia grega - e batiza o rio que passa a se chamar rio das Amazonas.
O rio Amazonas começa no Peru, na confluência dos rios Ucayali e Maranõn. Entra no Brasil com o nome de Solimões e passa a chamar-se Amazonas quando recebe as águas do rio Negro, no interior do Estado do Amazonas.
No período das chuvas, os rio chega a crescer 16 metros acima de seu nível normal e inunda vastas extensões da planície, arrastando consigo terras e trechos da floresta. Sua largura média é de 12 quilômetros, atingindo freqüentemente mais de 60 quilômetros durante a época de cheia. As áreas alagadas influenciadas pela rede hídrica do Amazonas, formam uma bacia de inundação muito maior que muitos países da Europa juntos. Apenas a ilha do Marajó, na foz do Amazonas, é maior que a Suíça.
O rio Amazonas conta com mais de 1.000 afluentes e é o maior e mais largo rio do mundo e o principal responsável pelo desenvolvimento da floresta Amazônica. O volume de suas águas representa 20% de toda a água presente nos rios do planeta. Têm extensão de 6.400 quilômetros, vazão de 190.000 metros cúbicos por segundo (16 vezes maior que a do rio Nilo). Na foz, onde deságua no mar, a sua largura é de 320 quilômetros. A profundidade média é de 30 a 40 metros.
O rio Amazonas disputa com o Nilo o título de maior rio do mundo, mas é imbatível em volume d'água. Recebe cerca de 200.00 Km2 água por segundo e, em alguns pontos, o rio é tão largo que não dá para ver a outra margem.


Encontro Pororoca


Pororoca
Na foz do rio Amazonas, quando a maré sobe, ocorrem choques de águas, elevando vagalhões que podem ocasionar naufrágios e são ouvidos a quilômetros de distância, é a pororoca.
O volume de água do rio Amazonas é tão grande que sua foz, ao contrário dos outros rios, consegue empurrar a água do mar por muitos quilômetros. O oceano atlântico só consegue reverter isso durante a lua nova quando, finalmente, vence a resistência do rio. O choque entre as águas provoca ondas que podem alcançar até 5m e avança rio adentro. Este choque das águas tem uma força tão grande que é capaz de derrubar árvores e modificar o leito do rio.

No dialeto indígena do baixo Amazonas o fenômeno da pororoca tem o seu significado exato, poroc-poroc, que significa destruidor.
Embora a pororoca aconteça todos os dias, o período de maior intensidade no Brasil acontece entre janeiro e maio e não é um fenômeno exclusivo do Amazonas. Acontece nos estuários rasos de todos rios que desembocam no golfo amazônico e no rio Araguari, no litoral do Estado do Amapá, e também nos rios Sena e Ganges.

O ritmo da água
Marcia Theophilo
No interior, em feliz morada
cantam pequenos pássaros no verão
Não pedem, atenção, mas escuto os lamentos
o ritmo ardente da água cristalina
envolve o seu respiro, o rosto de menina. 
Cantem vocês, Caá-mata, Porá-morador,
Caí-queimado e Pyr-corpo tostado
homem do mato, direção interior
pequeno indígena, fumando doido
cabeleira hirta, cavalgando caititu
e o segue o cachorro papa-mel, pé moreno
rosto redondo, livre, 
agitando um ramo de japecanga, 
pé de garra, pé só, torto, enraivecido. 
Hoje tudo toma uma nova forma
silêncios inadvertidos, sonolentos
estás aqui, mais uma vez, e não è norma
suas asas a bulir e sem intentos
pássaros percorrem em distância viagens
países, e o seu voar volteia áspero
pousou e fez seus ninhos, nas passagens
atravessa terras, sem árvores, austero

Rio Negro

Suas águas são mesmo muito escuras. Isso acontece por causa da decomposição da matéria orgânica vegetal que cobre o solo das florestas e é carregada pela inundações.
Como a água é muito ácida e pobre em nutrientes, é este processo que garante a maior parte dos alimentos consumidos pela fauna aquática.

Rio Solimões

Quando o rio Solimões se encontra com o Negro (ganhando o nome de rio Amazonas), ele fica bicolor. Isso acontece por que as águas, com cores contrastantes, percorrem vários quilômetros sem se misturar.

Agua sagrada, fonte,que mata tua sede...sede de aguasede de pazsede de amorde amor cristãode amor irmão                           que sofre com a dorpor outros de seusangue ou nãoAgua sagrada, fonte,que Mata tua sede...              Nadja Feitosa





Fontes: Wikipedia/internete minha alma www.webciencia.com/21_agua.htm#ixzz28WbE1uSC
Poesias do Livro :Amazônas Respiração do Mundo" de Marcia Theophilo
 Poesias:Nadja Feitosa


  • A LENDA DO RIO AMAZONAS.
  • Conta a lenda que a Lua vestia-se de prata e o Sol de ouro,
  •  sendo eles donos da noite e do dia, respectivamente.
  • Apesar do amor ardente entre ambos, o mundo acabaria se os dois se unissem em casamento,
  •  pois o Sol queimaria a terra e, nem mesmo o choro triste da Lua apagaria suas chamas.
  •  Mesmo apaixonados um pelo outro eles se separaram, obviamente tristes.
  • A Lua não poderia se casar com o Sol porque também amava a Terra e não queria vê-la arder, pois sabia que nem 
  • chorando dilúvios de lágrimas conseguiria apagar o fogo do Sol.
  • Desesperada, a Lua preferiu salvar o mundo e separou-se do amado astro-rei, chorando de saudades durante todo um 
  • dia e toda uma noite. Suas lágrimas escorreram pelos morros sem fim até chegar ao Oceano Atlântico, mas este 
  • embraveceu-se ao receber tanta água, não permitindo que elas se misturassem com as dele.
  • Algo inusitado então aconteceu, tão estranho quanto fenomenal: as lágrimas da Lua escavaram um imenso vale entre 
  • serras que se levantaram entre os planaltos Central e das Guianas, barrado pela Cordilheira dos Andes, fazendo 
  • aparecer um imenso rio que mais tarde se chamou Amazonas.
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Ele chegou... Chegou aquele que nunca partiu...
Esta água nunca faltou a este riacho
Ela é a substância do almíscar e nós seu perfume,
Alguma vez se viu o almíscar separado do seu cheiro?

Rumi