O mundo Sufi...


                         Mundo Sufi - Farid Ud-Din Attar



O mundo de acordo com um Sufi

Um sufi despertou certa noite e disse para si:
"O mundo me parece uma arca na qual somos colocados e onde,
fechada a tampa, nos entregamos a toda a sorte de loucuras.
Quando a morte ergue a tampa,
o que conseguiu asas alça vôo para a eternidade,
mas o que não as conquistou continua na arca, presa de mil tribulações.
Certifica-te, pois, de que o pássaro da ambição adquire asas de aspiração
e dá a teu coração e à tua razão o êxtase da alma.
Antes que se abra a tampa da arca, converte-se num pássaro do Espírito,
pronto a estender as asas."

- Farid Ud-Din Attar

Farid Ud-Din Attar
 (em: A conferência dos pássaros)

                                                    

Farid ud-Din Attar


No começo dos séculos Deus usou as montanhas como pregos para fixar a terra; depois lavou-lhe a face com as águas dos oceanos. Colocou a terra sobre o dorso de um touro; o touro sobre um peixe, e o peixe está no ar. Mas sobre o que repousa o ar? Sobre nada. Mas nada é nada, e tudo isso é nada. Admira, pois, a obra desse Rei, ainda que ele mesmo não a considere mais do que puro nada. Visto que existe unicamente a essência Dele, certamente não há nada fora ela. Seu trono está sobre a água, e o mundo está no ar; mas deixa água e ar, pois tudo é Deus: o Trono celeste e o mundo não são mais que um talismã. Deus é tudo, e as coisas têm somente um valor nominal. Saiba que o mundo visível e o mundo invisível são Ele mesmo. Não há nada além Dele, e o que é, é Ele. Porém, ai! Ninguém tem a possibilidade de vê-Lo. Os olhos são cegos, ainda que o mundo esteja iluminado por um sol brilhante. Se chegas a percebê-lo, perdes o juízo; se o vires completamente, perdes a ti mesmo. Coisa admirável !


  Anedota de um contemplativo 

                                                            Farid Ud-din Att ar

Um louco, um idiota de Deus, andava nu quando outros homens andavam vestidos. E ele pediu:
“Ó Deus, dai-me um belo traje, e ficarei contente como os outros homens”.
Respondeu-lhe uma voz vinda do mundo invisível:
“Dei-te um sol quente; senta-te e deleita-te nele”.
“Por que me castigas?”, volveu o louco. “Uma roupa melhor não seria preferível ao sol?”
Tornou a voz:
“Espera dez dias com paciência, que, logo depois, te darei outra vestimenta”.
O sol crestou-o durante oito dias; findo esse período, apareceu um pobre e deu-lhe uma roupa que tinha um milhar de remendos. 
O louco disse a Deus:
“Ó vós, que tendes conhecimento das coisas ocultas, por que me destes esta vestimenta remendada? Queimastes, acaso, todas as vossas vestes e precisastes remendar esta velha? Costurastes, um ao outro, um milhar de trajes. Com quem aprendestes tal arte?”
Não é fácil ter tratos com a corte de Deus. O homem precisa tornar-se como o pó da estrada para chegar até lá. Depois de longa luta, imagina ter atingido a meta, quando, na verdade, ainda está longe dela.

Reflexão




A LUA E O SOL

Disse um dia a lua: "Por amor ao sol, inundarei o mundo de luz".
Responderam-lhe: "Se és sincera, haverás de evoluir noite e dia,
Até que estejas em conjunção com ele; então, perder-te-ás nele e te farás invisível.
Te consumirás no ardor de seus raios e te humilharás diante de sua elevação;
Logo, saindo de seus raios, tua beleza maravilhará as criaturas; com o olhar fixo em teu rosto, indicar-te-ão com o dedo".
Qual é, então, esse mistério? A lua, após perder-se no sol, reaparece fora de seus raios;
Errante aceita a aniquilação, despreocupada de si mesma, se oferece à vista do globo terrestre, que sempre se apega a seu próprio Eu.
Tem se consumido para o sol, tem encontrado o amado após a separação.
A lua cheia da décima quarta noite, apesar de todo o seu esplendor, não se compara ao menor dos crentes.
A lua cheia ostenta a sua beleza, e como é vaidosa, ninguém a busca.
Mas quando, na fase crescente, a lua está bem fina, todos põem-se a buscá-la, com um sorriso nos lábios.
Permanecer aprisionado ao próprio Eu é perpetuar a própria desgraça.
 
(Farid ud-Din Attar, O Livro Divino)

O amoroso Rouxinol foi o primeiro a adiantar-se, quase fora de si de paixão. Cada uma das mil notas do seu cantar extravasava emoção; e cada qual encerrava 
um mundo de segredos. Quando ele cantava esses mistérios, os pássaros silenciavam.
      "Conheço os segredos do amor", disse. "Repito a noite inteira meus cantos amorosos. Não haverá um Davi infeliz para quem eu possa cantar os salmos ansiosos 
de amor? Por minha causa emite a flauta seus meigos queixumes e o alaúde, seus lamentos. Crio um tumulto entre as rosas e no coração dos amantes. Ensino sempre mistérios 
novos e, a cada instante, repito novos cantos de tristeza. Quando o amor me subjuga o coração, meu canto é como o suspiroso mar. Quem me ouve deixa de lado a razão, 
ainda que figure entre os sábios. Quando me separo de minha querida Rosa fico desolado, deixo de cantar e não conto a ninguém meus segredos. Meus segredos não são 
conhecidos de todos; só a Rosa os conhece com certeza. Estou tão enamorado dela que não penso sequer na minha existência; pois só penso na Rosa e no coral das suas 
pétalas. A jornada em demanda do Simurgh está acima das minhas forças; o amor da Rosa basta ao Rouxinol. É para mim que ela floresce com suas cem pétalas; que mais, 
portanto, posso desejar? A Rosa que hoje se enflora está cheia de desejo e sorri para mim com alegria. Quando mostra o rosto sob o véu, sei que o mostra para mim. 
Como pode, pois, privar-se o Rouxinol, nem que seja por uma só noite, do amor de sua feiticeira?"

(Extraído do livro "A Linguagem dos Pássaros,escrito por Farid ud-Din Attar.)

 O SÁBIO DE GORGÁN E A GATA
Havia um grande sábio que vivia em Gorgán. Tinha em sua casa uma gata que o queria muito. Estava sempre junto a ele, e se não, se acocorava no tapete de oração. Ia livremente à cozinha, pois sabiam que nunca tocava em nada, contentando-se com o que lhe davam.
Pois bem, um dia ao entardecer, foi à cozinha e roubou um pedaço de carne da panela. O servo do sábio se deu conta do ocorrido e lhe bateu. A gata, magoada, colocou-se em um canto demonstrando seu descontentamento. O sábio perguntou pela gata a seu servo, que contou-lhe o que aconteceu. Então, chamou a gata e disse-lhe: "Por que fizeste isso?"
A gata foi-se e retornou por tres vezes, trazendo seus gatinhos recem nascidos. Colocou-os aos pés do sábio, e triste refugiou-se em uma árvore, abrindo os olhos bem grandes e guardando silêncio.
O sábio dirigiu-se aos que o rodeavam, dizendo-lhes:
"O delito desta gata é perdoável, pois não cometeu-o pensando em si mesma. Sua conduta não tem nada de surpreendente, pois o amor materno é algo prodigioso. Enquanto não se tem filhos, não se pode compreender essa solicitude."
Logo, disse ao servo: "Este pobre animal, privado da palavra, certamente sofreu muito. Peça-lhe perdão, e sua ira desaparecerá".
Coisa que o servo fez, mas sem êxito. O sábio, por sua vez, falou-lhe, rogando-lhe que descesse da árvore. Em seguida, a gata desceu e acocorou-se a seus pés.
"Todos os assistentes deram razão ao pobre animal e aderiram a gratidão daquele doce ser.
Ainda que tenhas laços para encher cem mundos, nunca igualar-se-ão ao de um único filho. O único acima desse apego pelo filho é Allah, o Puro, o Incomparável".
 
(Farid ud-Din Attar, O Livro Divino)

A Fênix 
A Fênix é um pássaro admirável e lindo que vive no Hindustão. Não tem 
companheiro, vive só. Seu bico, muito comprido e liso, é todo furado, como a flauta, e tem 
quase cem furos. Cada furo produz um som, e em cada som há um segredo especial. Às 
vezes, ela cria música através dos furos, e ao ouvir as  notas que ela emite, meigas e 
plangentes, pássaros e peixes se agitam e os mais ferozes animais caem em êxtase; depois, 
todos se calam. De uma feita, um filósofo visitou o pássaro e aprendeu com ele a ciência da 
música. A Fênix vive cerca de mil anos e  sabe exatamente o dia em que vai morrer. 
Chegada a hora da  morte, reúne à sua volta grande quantidade de folhas de palmeira e, 
desvairada entre as folhas, desfere gritos merencóreos. Pelos furos do bico, emite notas 
variadas, e a música lhe sai do fundo do coração. Suas lamentações expressam a tristeza da 
morte, e ela treme qual uma folha. Ao som  da sua trombeta, os pássaros e animais se 
aproximam para assistir ao espetáculo, desnorteados, e muitos morrem por lhes faltarem as 
forças. Enquanto ainda respira,  a Fênix bate as asas e eriça as penas, e, com isso, produz 
fogo. O fogo se espalha pelas copas das palmeiras, e tanto as frondes quanto o pássaro são 
reduzidos a carvões acesos e, logo, a cinzas. Mas depois que a derradeira chama tremeluz e 
se extingue, uma nova e pequena Fênix surge das cinzas. 
Nunca sucedeu a ninguém renascer após a morte? Ainda que vivesses tanto quanto a 
Fênix, morrerias quando se enchesse a medida da tua existência. Os seus mil anos de vida 
estão cheios de lamentações, e ela permanece só, sem companheiro nem filhos, e sem 
contato com ninguém. Quando chega o fim, atira as próprias cinzas ao vento, de modo que 
se possa saber que ninguém escapa da morte, seja qual for o artifício que empregar. 
Aprende, pois, com o milagre da Fênix. A morte é um tirano, mas precisamos tê-la sempre 
em mente. E, conquanto tenhamos muito que aguentar, isso é nada comparado ao morrer.

Jesus e o cântaro de água 
Jesus bebeu da água de um límpido regato, cujo gosto era mais agradável que o do 
orvalho da rosa. Um dos seus companheiros encheu um cântaro com a mesma água, e eles 
se puseram de novo a caminho. Mais adiante, sentindo sede, Jesus tomou um gole da água 
do cântaro, mas ela lhe soube mal; detendo-se, espantado, rezou: 
“Ó Deus, a água do regato e a água do cântaro são a mesma. Dizei-me por que uma é 
mais doce do que o mel e a outra é tão amarga”. 
Falando, então, disse o cântaro a Jesus: 
“Estou muito velho e já fui modelado mais de mil vezes debaixo do firmamento das 
nove cúpulas — às vezes como vaso, às vezes como cântaro, às vezes como jarro. Fosse 
qual fosse a forma que assumia, eu sempre tinha comigo o travo da morte. Sou feito de 
modo que a água que carrego compartilha sempre desse amargor”. 
Ó homem imprudente! Procura entender o sentido do cântaro. Forceja por desvendar 
o mistério antes que a vida te seja arrebatada. Se, enquanto vivo, não lograres encontrar-te, 
conhecer-te, como compreenderás o segredo da tua existência ao morrer? Participas da vida 
do homem e, no entanto, não passas de um pseudo-homem. 
Sócrates e seus discípulos 
Quando Sócrates se achava prestes a morrer, disse-lhe um dos discípulos: 
“Mestre, depois que vos tivermos lavado e amortalhado, onde desejais ser 
enterrado?’ 
Sócrates respondeu: 
“Se me encontrares, querido discípulo, enterra-me onde quiseres, e boa noite! Se em 
minha longa vida não consegui encontrar-me, como me encontrareis depois que eu estiver 
morto? Vivi de tal maneira que, neste momento, só sei que o menor dos fios de cabelo do 
conhecimento de mim mesmo não é evidente”. 








Esforce-se para descobrir o mistério
antes que a vida lhe seja tirada.
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Se enquanto estiver vivo
você falhar em encontrar a si mesmo,
em conhecer a si mesmo,
.
como será capaz de entender o segredo de sua existência
quando tiver morrido?



Tal beleza visitou-nos esta noite,
ela fez o mundo todo ser iluminado por sua face.
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Não há necessidade de velas nem do luar,
nem da luz de Vênus nos céus esta noite.
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Em nosso encontro sua face brilha
e o sol envergonhado esconde-se esta noite.
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Tal felicidade emana desse anoitecer!
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Vênus e Júpiter estão em conjunção.
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Tamanha alegria, não há inimigos em nossa festa!
Encontrar os amigos é a recompensa hoje à noite.
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Não deixe essa bem-aventurança ser acordada
pelo cruel amanhecer,
pois estou íntimo de um amigo muito gentil esta noite.
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Ninguém pode se colocar entre você e eu agora,
pois nossa solidão está oculta pela noite.
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Trovador, toque suas músicas apaixonadas;
toque a música do louvor para os amantes esta noite.
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Toda a história está estampada pela dor de Attar;
nas doces canções dos trovadores esta noite.
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O aluno perguntou a seu mestre:
“Por que Adão foi expulso do Éden?”
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“Seu coração foi enrijecido por imagens,
uma centena de amarras que enlameiam a terra
acorrentaram Adão ao ciclo da morte após o nascimento.
Vivendo para algo diferente de Deus,
Ele ficou cego para esta equação,
e sendo assim,
foi conduzido para fora do paraíso.
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Sua alma foi amarrotada
junto com a capa de seu corpo mortal.
Adão, a mais nobre das criaturas de Deus, caiu com culpa,
como uma mariposa chamuscada pela chama de uma vela
na história que ensinou a vergonha para a humanidade.
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Como Adão não entregou seu coração ao apego a Deus,
não havia lugar para ele no paraíso,
onde o único amigo É Deus.
Adão não se curvou à Sua vontade.”


As ondas de sua brisa reavivam a respiração de Jesus;
o brilho de sua face revela a visão de Moisés.
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Vá para o jardim beber o orvalho ao amanhecer.
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A brisa dá notícias das flores ao rouxinol.
As aspirações espirituais anulam os anseios físicos.
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Deseje o Amado; rejeite o maná e os desânimos.
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Se apenas você emergisse de trás dos véus
e queimasse o manto da pretensão e desse a luz à Verdade!
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Meu coração demanda o toque dos seus cachos,
mas com o coração em cada fio de cabelo, necessito de quê?
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Sou abstinente há trinta anos,
mas irei tornar-me vendedor de vinhos
para que você reflita o seu esplendor em minha taça.
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Se meu Amado arrancasse os véus
a galeria de Mani seria maravilhosamente adornada.
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Se meu Amado erguesse os véus
você veria apenas os puros na taberna.
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Nos fossos do inferno, Attar ficaria em débito com você
se você resplandecesse a sua glória no Céu.

Como a Essência Dele permeia todo o mundo,
nada na criação é, salvo Ele apenas.
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Sobre as águas Ele fixou Seu Trono,
suspendeu esta Terra no espaço estrelado,
ainda assim o que são os mares e o que é o ar?
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Se tudo É Deus,
o céu e a terra são apenas um talismã para velar a Divindade.
Pois se o céu e a Terra não fossem permeados por Ele
seriam apenas nomes.
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Saiba, portanto, que tanto este mundo visível
quanto aquele que é invisível são o próprio Deus.
Nada é, exceto Deus:
e tudo o que é, é Deus.
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E ainda, infelizmente, por quão poucos Ele é visto,
cegos são os olhos dos homens,
embora tudo brilhe de maneira resplandecente
e o mundo seja iluminado pela luz da Divindade.
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Ó Você, a quem os homens não percebem,
embora dignifique-se a tornar-se deles conhecido;
Você é toda Criação,
a tudo contemplamos, exceto Você.
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A alma dentro do corpo fica escondida,
E Você oculta a Si mesmo dentro da alma,
Ó alma na alma!
Mistério que se esconde no mistério!
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Antes de tudo Você era e é mais do que tudo!
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Enquanto não morrermos para nós mesmos,
e nos identificarmos com alguém ou alguma coisa,
jamais seremos livres.
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O caminho espiritual
não é para aqueles enredados na vida exterior.
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Esforce-se para descobrir o mistério
antes que a vida lhe seja tirada.
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Se enquanto estiver vivo
você falhar em encontrar a si mesmo,
em conhecer a si mesmo,
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como será capaz de entender o segredo de sua existência
quando tiver morrido?





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O mundo inteiro é um mercado para o Amor,
nada que exista permanece remoto do amor.
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A Sabedoria Eterna fez todas as coisas no Amor.
Do amor todas elas dependem,
ao Amor todas retornam.
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A terra, o céu, o sol, a lua, as estrelas –
o centro de suas órbitas encontra-se no Amor.
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Pelo amor todos estão perplexos,
estupefatos, intoxicados pelo vinho do amor.
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De cada um, o amor exige um silêncio místico.
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O que todos procuram mais sinceramente?
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É o amor.
Amor é o assunto de seus pensamentos mais íntimos.
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Já não existe 'você' e 'eu' no amor,
pois o ser morreu no Amado.
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Agora tirarei o véu do Amor
e no Templo interno de minha alma:
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Eis o Amigo, o Amor incomparável.
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Quem descobrir o segredo dos dois mundos
saberá que o segredo de ambos é o amor.
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Hatim al-Asamm disse:
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"Escolhi quatro coisas para saber
e descartei todas as outras coisas do conhecimento.
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A primeira é a seguinte:
Eu sei que meu pão de cada dia é dado a mim
e não será aumentado nem diminuído,
dessa forma eu parei de tentar aumentá-lo.
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A segunda é:
eu sei que tenho com Deus uma dívida
que ninguém mais pode pagar por mim,
assim, estou ocupado em pagá-la.
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A terceira:
eu sei que há alguém me perseguindo
.
- a morte –
.
da qual não posso escapar,
assim, tenho me preparado para encontrá-la.
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E a quarta:
eu sei que Deus está me observando,
por isso tenho vergonha de fazer o que eu não deveria".
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Estamos ocupados com a luxúria das coisas.
Seu grande número e suas múltiplas faces trazem-nos
a confusão a que chamamos conhecimento.
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Diga: Deus criou o mundo, ligou a noite ao dia,
fez as montanhas para dar-lhe peso,
os mares para lavar sua face,
as criaturas vivas com apelos
ansiando por um lugar neste mistério
que flutua no espaço infinito.
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Deus colocou a Terra no lombo de um touro,
O touro sobre um peixe
dançando em um feixe de luz prateada
tão fino quanto o ar; o qual, por sua vez repousa sobre nada,
sem nada que o nada possa compartilhar.
.
Todas as coisas são apenas máscaras
nos sinais e chamados de Deus,
são símbolos que nos ensinam que Deus é tudo.






















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